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Conselho Nacional de Justiça lança formulário “Rogéria” para proteger pessoas LGBTQIAPN+ em situações de risco

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Uma iniciativa do Conselho Nacional de Justiça está ampliando a rede de proteção à população LGBTQIA+ no país. Trata-se do formulário “Rogéria”, uma ferramenta criada para registrar situações de emergência e risco iminente envolvendo pessoas LGBTQIA+, especialmente em casos de violência motivada por identidade de gênero ou orientação sexual. A proposta é facilitar o acesso a mecanismos de denúncia e garantir que essas ocorrências não passem despercebidas pelas autoridades.

Desenvolvido no âmbito dos programas Justiça Plural e Justiça 4.0, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o Rogéria surge como uma resposta institucional à necessidade de dados mais precisos e ações mais rápidas diante de cenários de vulnerabilidade. A ferramenta permite que profissionais da Rede de Enfrentamento à Violência registrem informações detalhadas, contribuindo para um diagnóstico mais eficiente das situações enfrentadas por essa população.

Na prática, o formulário auxilia na identificação de sinais de alerta que podem indicar riscos à integridade física e psicológica das vítimas. A partir dessas informações, é possível acionar uma atuação mais integrada entre órgãos como o Judiciário, a segurança pública e o Ministério Público, evitando que episódios de violência se agravem e garantindo uma resposta mais ágil e coordenada.

O acesso ao Rogéria já está disponível de forma online por meio da Plataforma Digital do Poder Judiciário Brasileiro. Para utilizar, basta entrar no site oficial, realizar o login e acessar o card com o nome da ferramenta, que direciona para o preenchimento do formulário. A expectativa é que a iniciativa fortaleça a proteção de pessoas LGBTQIA+ em todo o país, oferecendo mais segurança e visibilidade para casos que, muitas vezes, permanecem invisibilizados.

O formulário é nomeado em homenagem a atriz Rogéria, que se dizia a “Travesti da Família Brasileira”. Rogéria morreu em 2017 aos 74 anos, sendo lembrada como um dos símbolos que marcaram a aceitação dos LGBTQIA+ no Brasil.