Home Destaque Designer é atacado com garrafa e leva 35 pontos no rosto após...

Designer é atacado com garrafa e leva 35 pontos no rosto após agressão homofóbica em bar de Mesquita

8

A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga um brutal caso de violência ocorrido na madrugada da última sexta-feira (10), em um bar no Centro de Mesquita, na Baixada Fluminense. A vítima, o designer de moda Michel Fernandes Cardoso, afirma ter sido alvo de um ataque motivado por homofobia. Ele precisou levar 35 pontos no rosto após ser atingido por golpes com uma garrafa de vidro.

Morador do Rio Grande do Sul, Michel estava na cidade visitando familiares quando decidiu sair para um bar próximo à casa de sua mãe. Segundo relato, enquanto estava sentado no local, passou a ouvir comentários homofóbicos vindos de um homem que estava acompanhado da esposa e do filho. Ao questionar as ofensas, a situação rapidamente escalou para violência física. “Ele partiu para cima de mim e perguntou, de forma agressiva, se eu era homossexual. Quando me levantei, ele me deu um soco na boca. Em seguida, me agarrou pelo pescoço, pegou uma garrafa e quebrou na parede”, contou.

De acordo com a vítima, o agressor utilizou um golpe conhecido como “mata-leão” para imobilizá-lo antes de iniciar uma série de ataques com a garrafa quebrada. Michel afirma que foi jogado ao chão e teve o rosto retalhado em uma tentativa clara de desfiguração. As agressões só cessaram após a intervenção da esposa do suspeito. “A partir daí, ele começou a fazer cortes no meu rosto, claramente numa tentativa de me desfigurar. No bar havia cerca de dez pessoas, mas ninguém tentou me defender”, relatou o designer.

Mesmo gravemente ferido, Michel conseguiu reagir e fugir do local após arremessar uma cadeira contra o agressor, mas acabou desmaiando durante a tentativa de escapar. Ele foi socorrido por uma mulher em situação de rua e levado para a UPA de Edson Passos, onde recebeu atendimento médico. O caso foi registrado na 53ª DP (Mesquita), e, segundo a polícia, diligências estão em andamento para identificar testemunhas e reunir imagens de câmeras de segurança.

A Coordenadoria de Diversidade Sexual de Mesquita acompanha o caso e informou que a vítima recebe apoio jurídico e psicológico por meio de programas de assistência. “Isso é um crime de ódio, um crime hediondo, e é muito doloroso. Faço um apelo a quem está assistindo: parem de matar a gente. A gente não quer nada além de viver — viver nossa vida, ser quem a gente é — sem ouvir barbaridades e sem sofrer violência. Por favor, parem de nos matar”, desabafou Michel.