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Ratinho sofre 1º revés na Justiça após MP se posicionar contra ação envolvendo Erika Hilton; saiba os detalhes

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O apresentador Ratinho sofreu um primeiro revés na Justiça em uma disputa envolvendo a deputada federal Erika Hilton. Segundo apuração da jornalista Fábia Oliveira, do portal Metrópoles, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios se manifestou contra a interpelação judicial criminal apresentada pelo comunicador, que havia acionado a parlamentar após declarações feitas por ela nas redes sociais.

A origem do embate remonta a uma publicação de Erika no X (antigo Twitter), em que a deputada afirmou que notícias em 2016 reportavam que o apresentador “submetia pessoas à escravidão em suas fazendas no Paraná”. Na mesma postagem, Hilton também declarou que faria denúncias “contra um escândalo” envolvendo um de seus filhos e o crime de estupro de vulnerável, o que elevou a tensão do caso.

Diante das declarações, Ratinho ingressou com uma interpelação no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, solicitando explicações formais da deputada. A medida, geralmente utilizada como etapa prévia a uma queixa-crime, buscava esclarecer pontos específicos das falas de Erika: (I) qual de seus filhos estaria envolvido na prática criminosa, (II) em que circunstâncias o crime de estupro teria ocorrido, (III) em qual de suas fazendas ocorria trabalho escravo e (IV) em quais circunstâncias tais trabalhos aconteceram.

No entanto, o promotor Leonardo Carneiro Britto, do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, entendeu que o pedido extrapola os limites da interpelação judicial, que deve ser utilizada apenas em casos de falas ambíguas ou pouco claras. Para ele, ficou evidente que Ratinho compreendeu o teor das declarações e já as considera ofensivas, não cabendo o uso do instrumento como forma de investigação ou obtenção de provas. Além disso, o promotor destacou que parte das falas se refere a herdeiro do apresentador, a quem caberia formular eventual pedido de explicações em juízo. Com isso, o MP opinou pelo não acolhimento do pedido, e agora cabe ao juiz Omar Dantas Lima decidir se a ação terá continuidade ou será arquivada.