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Parada LGBT+ deve perder R$ 82 milhões em impacto econômico em SP após perda de patrocínios, diz Associação Comercial

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A Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, considerada uma das maiores do mundo, deve movimentar cerca de R$ 466,2 milhões na economia da capital paulista em 2026. A estimativa, divulgada pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), aponta uma retração de 15% em relação ao ano passado, quando o evento gerou R$ 548,5 milhões. Mesmo com a queda, a celebração segue como um dos principais motores econômicos do calendário paulistano, impulsionando diversos setores.

De acordo com a entidade, a redução de R$ 82,3 milhões está diretamente ligada à diminuição no número de patrocinadores, o que impacta não apenas o orçamento, mas também a dimensão da festa. O cenário é especialmente simbólico neste ano, já que a Parada celebra três décadas de existência. A expectativa de um evento menor contrasta com a importância histórica da edição, que marca os 30 anos de resistência, visibilidade e ocupação das ruas pela população LGBTQIA+.

Os reflexos dessa retração devem ser sentidos principalmente em áreas como bares, restaurantes, hotéis, turismo, transporte e comércio informal — segmentos tradicionalmente aquecidos pelo grande fluxo de visitantes. Além disso, a venda de adereços e produtos temáticos, que costuma crescer durante o período, também pode sofrer impacto diante de uma possível redução de público e estrutura.

Nos bastidores, o enfraquecimento do apoio financeiro tem sido associado ao avanço de discursos conservadores e ao recuo de políticas de diversidade dentro de empresas. Organizadores e artistas vêm criticando marcas que, em outros anos, investiam em campanhas voltadas ao público LGBTQIA+ durante o mês do orgulho, mas que agora diminuíram ou interromperam seus aportes. Ainda assim, a edição de 2026 promete manter sua potência política e cultural, com shows de nomes como Gloria Groove, Pepita e Melody, além de outras atrações, algumas delas abrindo mão de cachê para garantir que a Parada continue ocupando a Avenida Paulista com força e representatividade.