Uma operação policial na Tailândia chamou atenção não só pelo desfecho, mas também pela forma inusitada como foi conduzida. Agentes decidiram se infiltrar em um festival popular na cidade de Lopburi, a cerca de 145 quilômetros de Bangcoc, disfarçados de drag queens para capturar um homem suspeito de envolvimento com o tráfico de metanfetamina.
O alvo da ação, identificado como Mekha Fa-wap-wap, foi preso com mais de 53 comprimidos da droga, além de cerca de 200 pequenos sacos plásticos que, segundo as autoridades, seriam utilizados para armazenamento e comercialização do entorpecente. Durante a abordagem, os policiais também encontraram um celular que estaria sendo usado para operar um esquema de jogos de azar ilegais.
A operação foi liderada pelo coronel Panthep Panadi, e o momento da prisão rapidamente repercutiu nas redes sociais após a própria polícia divulgar imagens. Ainda usando figurinos chamativos, cheios de brilho e lantejoulas, os agentes posaram ao lado do suspeito algemado dentro da delegacia do distrito de Tha Luang. Em tom bem-humorado, a corporação chegou a comentar que “não queríamos sair e prendê-lo, foi um desperdício do aluguel da fantasia”.
Apesar do tom leve adotado na divulgação, esse tipo de estratégia não é exatamente novidade no país. A polícia tailandesa já ficou conhecida por recorrer a disfarces criativos para capturar suspeitos. Em fevereiro, por exemplo, durante as celebrações do Ano Novo Lunar em Bangcoc, agentes vestidos de dragão conseguiram prender um homem acusado de roubar artefatos budistas avaliados em cerca de R$ 320 mil, mostrando que, por lá, a criatividade também virou ferramenta de combate ao crime.



