Um dos nomes ligados à história da noite LGBTQIA+ carioca ganhou destaque no noticiário policial nesta semana. Evandro Duarte Ferreira, apontado como antigo proprietário da extinta boate Papa G, em Madureira, zona norte do Rio, foi preso em flagrante após uma funcionária de 20 anos denunciá-lo por importunação sexual. Atualmente dono de uma padaria em Bangu, na Zona Oeste da cidade, o empresário foi detido após a vítima registrar uma conversa entre os dois, considerada pela Polícia Civil uma prova importante para a prisão.
Segundo o relato da jovem Lyene Cristiane de Oliveira Cruz Sá, a gravação foi feita após ela ser alertada por uma colega sobre o comportamento do patrão. O material foi apresentado às autoridades durante o registro da ocorrência, e Evandro foi autuado pelo crime de importunação sexual, permanecendo à disposição da Justiça enquanto o caso é investigado.
Após denunciar a situação, a funcionária falou sobre a expectativa de que a investigação avance e levantou a possibilidade de que outras mulheres possam ter passado por situações semelhantes. “Espero que ele fique preso, porque quem garante que eu fosse a última vítima dele?”, declarou Lyene. Até o momento, o empresário não foi condenado pelo caso.
A prisão também repercutiu entre pessoas que acompanharam a trajetória da Papa G, uma das boates LGBTQIA+ mais marcantes do Rio de Janeiro. Localizada na Zona Norte, a casa foi durante anos um espaço de encontro, festas e performances para a comunidade LGBTQIA+, especialmente para moradores da região, deixando uma lembrança importante na história da noite queer carioca.










