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Gabriela Loran revela que irmã vai ajudá-la a realizar sonho da maternidade: “Ela pretende gerar meu filho”

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A atriz e ativista trans Gabriela Loran voltou a falar abertamente sobre o desejo de construir uma família e revelou uma das possibilidades que considera para realizar o sonho da maternidade. Em entrevista à RedeTV!, a artista contou que sua irmã se ofereceu para gerar seu futuro filho por meio da gestação de substituição, prática conhecida popularmente como barriga solidária. Apesar dos planos, Gabriela reforçou que também pretende adotar uma criança e que enxerga ambas as alternativas como caminhos possíveis para se tornar mãe.

A declaração surge meses após a atriz comentar publicamente sobre o assunto e enfrentar uma enxurrada de comentários desinformados nas redes sociais. Segundo ela, muitas pessoas questionaram de que forma uma mulher trans poderia ter filhos biológicos. “As pessoas são muito ignorantes na internet. Quando saiu essa notícia, muita gente comentou: ‘Ah, mas, se ela não vai adotar, ela vai fazer o quê?’”, relembrou. Em resposta às dúvidas, Gabriela explicou: “Então, para os desinformados de plantão, existem diversas formas. Uma delas é a minha irmã gerar o meu filho”.

A atriz contou ainda que a iniciativa partiu da própria irmã, que já manifestava o desejo de participar desse momento. “A minha irmã já tinha esse desejo e eu pretendo que ela gere a criança, mas eu também pretendo adotar”, afirmou. Durante a conversa, Gabriela também foi questionada sobre a possibilidade de recorrer a um transplante de útero, procedimento que vem sendo estudado em diferentes países. Embora não descarte a ideia no futuro, ela afirmou que, neste momento, não se submeteria à cirurgia por considerar que a técnica ainda precisa evoluir e se tornar mais segura.

No Brasil, a chamada barriga solidária é regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina e só pode ocorrer sem fins lucrativos. Pelas normas em vigor, a mulher que cede temporariamente o útero deve possuir ao menos um filho vivo e ter parentesco consanguíneo de até quarto grau com um dos futuros pais — como mãe, irmã, tia ou prima. Quando não há esse vínculo familiar, é necessária autorização do Conselho Regional de Medicina. O caso de Gabriela Loran, portanto, se enquadra entre as possibilidades previstas pelas regras brasileiras, já que sua irmã é quem pretende conduzir a gestação.