Home Destaque Teoria transfóbica sobre gravidez de Anne Hathaway ganha as redes e atriz...

Teoria transfóbica sobre gravidez de Anne Hathaway ganha as redes e atriz reage: “Cabelo falso, barriga de verdade”

6

A atriz Anne Hathaway precisou recorrer às redes sociais para responder, com ironia, a uma onda de especulações transfóbicas e conspiratórias que tomou conta das redes após sua aparição em público. Grávida do terceiro filho com o marido, Adam Shulman, a artista foi alvo de comentários que questionavam não apenas sua gestação, mas também sua identidade de gênero. As teorias, sem qualquer evidência, chegaram ao ponto de afirmar que Hathaway seria uma mulher trans e estaria usando uma barriga falsa para fingir a gravidez.

O episódio começou após a atriz participar, no domingo (9), da estreia mundial de O Fim da Rua, em Burbank, na Califórnia. Hathaway, que anunciou a gravidez em junho, usava uma calça jeans de cintura baixa e uma blusa que deixava a barriga à mostra. Fotos do evento circularam no X e, no dia seguinte, um usuário questionou a aparência da barriga da atriz. Outro internauta respondeu rapidamente nos comentários, escrevendo: “Ela está usando uma barriga falsa de grávida. Ela não está grávida nem é uma mulher biológica”, entre outras mensagens que especulavam sobre a veracidade da gravidez da atriz.

Diante da repercussão, Hathaway publicou um vídeo de bastidores no Instagram, mostrando momentos de sua preparação para a estreia, incluindo cabelo e maquiagem, além de registros do evento. Na legenda, a atriz respondeu às especulações sem dar espaço para a teoria conspiratória: “Cabelo falso, barriga de verdade”.

O caso se enquadra no chamado “transvestigating”, termo criado a partir da junção das palavras “trans” e “investigation” (“investigação”) para descrever teorias conspiratórias que tentam “investigar” e supostamente revelar que determinada pessoa seria trans, geralmente sem qualquer evidência. A prática já atingiu celebridades, atletas e figuras públicas e costuma se apoiar em interpretações arbitrárias sobre aparência, corpo, voz ou comportamento, reproduzindo ideias rígidas e frequentemente misóginas sobre o que seria uma mulher.