A família de Iago Carlos da Silva, de 24 anos, busca informações sobre o paradeiro do brasileiro, que está desaparecido no Catar há quatro dias. O jovem, natural da Grande São Paulo, estava viajando pelo país após passar cinco meses morando na Polônia e aproveitando os últimos dias no exterior para fazer um mochilão por diferentes destinos. Segundo os familiares, o último contato ocorreu em Doha, capital catari, e desde então não houve novas notícias sobre seu paradeiro.
A principal preocupação da família é de que Iago tenha sido detido pelas autoridades locais em razão de sua identidade LGBTQIA+. No Catar, relações entre pessoas do mesmo sexo são criminalizadas, e pessoas LGBTQIA+ enfrentam restrições e perseguições por parte das autoridades. A última localização compartilhada pelo jovem com os parentes indica um departamento do Ministério do Interior responsável por investigações criminais, o que aumentou ainda mais a apreensão dos familiares.
Antes de ficar incomunicável, Iago enviou um áudio a um amigo relatando que estava sendo levado por agentes do governo diretamente do hotel onde estava hospedado. Na gravação, o brasileiro demonstra medo diante da abordagem e afirma ter sido tratado de forma violenta pelos agentes. “Estão me deportando ou estão me prendendo? Não sei. Estão me tratando igual bicho. Meu celular está descarregando e eu não vou conseguir falar mais”, disse o jovem na mensagem, que foi seu último contato conhecido.
Diante do desaparecimento e da ausência de informações oficiais sobre o caso, Everton, irmão de Iago, procurou o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), em Brasília, e solicitou assistência emergencial à Embaixada do Brasil em Doha. Até o momento, segundo a família, as autoridades do Catar não divulgaram qualquer informação oficial sobre o brasileiro. O paradeiro de Iago continua desconhecido, e os familiares seguem cobrando esclarecimentos e ajuda das autoridades brasileiras para localizar o jovem.










