Um adolescente de 17 anos foi brutalmente agredido na madrugada do último sábado (5/9), dentro do Parque de Exposições do Camaru, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Segundo a família, o jovem teria sido alvo de ataques homofóbicos antes de ser espancado por outros frequentadores. Imagens que circulam nas redes sociais mostram parte da confusão e o adolescente gravemente ferido após as agressões. Em vídeos publicados no Instagram, o irmão da vítima, Pedro Araújo, afirmou, emocionado, que a família chegou a temer pela vida do jovem.
“Tentaram matar o meu irmão. Eu achei que eu ia perder o meu irmão”, declarou. De acordo com Pedro, o adolescente teria sido inicialmente humilhado por uma mulher e pelo namorado dela. O irmão afirma que o jovem foi chamado de “veado” diante de outras pessoas e que, posteriormente, um homem o empurrou e deu um chute que o fez cair desacordado. “Meu irmão chegou para curtir, como todo mundo. Mas uma menina e o namorado dela acharam por bem humilhar ele na frente de todo mundo. Chamaram de ‘veado’, humilharam sem motivo”, relatou. Ainda segundo Pedro, mesmo depois de o adolescente cair no chão, as agressões continuaram. “O cara meteu um chute, e ele caiu desmaiado. Depois disso, bateram muito nele. Meu irmão teve traumatismo craniano”.
O adolescente recebeu os primeiros atendimentos no posto médico do próprio Parque de Exposições e, posteriormente, foi encaminhado de ambulância para um hospital. Ele chegou a ficar internado na UTI, mas já recebeu alta e se recupera em casa. Segundo o irmão, o jovem ainda está debilitado e sente fortes dores. “Meu irmão estava hospitalizado, ainda está debilitado, com muitas dores, dores fortes”, explicou Pedro ao responder aos questionamentos sobre a demora para registrar um boletim de ocorrência. “Sabe o que é passar pela morte? Sabe o que é ver a morte? Sabe o que é sofrer um traumatismo craniano?”, desabafou. Segundo Pedro, o caso já foi formalizado junto às autoridades e as medidas necessárias para a apuração dos fatos estão sendo tomadas.
A denúncia de que o ataque teria sido motivado por homofobia ganhou forte repercussão nas redes sociais. Em nota publicada após o episódio, a organização do Camaru 2026 repudiou “veementemente” a agressão e manifestou solidariedade à vítima e aos familiares. A organização informou que a família foi orientada sobre a possibilidade de registrar a ocorrência junto às autoridades policiais presentes no recinto e afirmou estar adotando medidas para preservar eventuais imagens e demais registros que possam contribuir para a apuração. A assessoria também declarou que pretende colaborar com a família e com as autoridades para esclarecer os fatos e responsabilizar os envolvidos. A alegação de homofobia e as circunstâncias da agressão deverão ser investigadas pelas autoridades.
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