
Um adolescente de 17 anos foi internado em estado grave depois de ter uma mangueira de ar introduzida no ânus durante uma “brincadeira”, se é que podemos chamar assim, em um lava-jato de Campo Grande. O abuso foi denunciado pela família do garoto, que trabalhava no local. Um boletim de ocorrência foi registrado na sexta-feira (03/02), segundo informações da assessoria de imprensa da Polícia Civil.
O dono do lava jato, Thiago Giovanni Demarco Sena, de 20 anos, e o funcionário Willian Henrique Larrea, de 30 anos, são os suspeitos de cometerem o crime. O menino foi socorrido e deu entrada na Santa Casa na sexta-feira (03/02). O jovem teve que passar por uma cirurgia e foi levado para o leito, mas teve que ser transferido para a ala vermelha do hospital no domingo (05/02), depois de ter rebaixamento de consciência por volta das 21h. Segundo o hospital, ele corre o risco de perder parte do intestino.
“Brincadeira”
A família da vítima disse para a polícia que recebeu uma ligação do dono do lava-jato falando que tinha acontecido “uns negócios” com os adolescentes e que ele precisava ser levado urgente ao hospital. Na unidade de saúde, os familiares foram informados que o adolescente brincava no trabalho com os suspeitos quando o funcionário o segurou e dono do local inseriu a mangueira de compressão no ânus da vítima.
O caso foi registrado como lesão corporal dolosa na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Piratinga e deve ser investigado por uma unidade especializada.
Família pede por justiça
Indignada com a agressão contra o filho, a mãe do jovem, que preferiu manter o anonimato, pede que os suspeitos sejam punidos. “Eu quero que eles paguem pelo que fizeram. Acabaram com a vida do meu filho. Quero justiça. Só vou sossegar quando ver eles atrás das grades”, afirmou em entrevista à Rede Globo local.
“Diz que seriam uma brincadeira, que iam pegar o ar e colocar no ânus do menino. A pressão do ar era tão forte que fincou [a mangueira] dentro dele. Esse ar vazou, estourou o intestino grosso e saiu pela pele, pelas laterais, comprimindo os pulmões dele e trancando as válvulas respiratórias”, afirmou o pai do jovem.
A polícia aguarda o depoimento da vítima e laudos médicos para concluir o que aconteceu. Segundo o delegado Paulo Sérgio Lauretto, “os suspeitos não foram presos porque se apresentaram espontaneamente e porque não oferecem risco à vítima”.











