Delegada diz que Karol Eller mentiu e não sofreu homofobia: “É uma atitude criminosa”

O caso Karol Eller sofreu uma reviravolta nesta quinta-feira (19/12). A delegada Adriana Belém, responsável pelas investigações, descartou a hipótese de que o ataque tenha sido motivado por homofobia, e afirmou que a youtuber, amiga da família do presidente Jair Bolsonaro, mentiu em seu depoimento e responderá por denunciação caluniosa.

Após analisarem as imagens da confusão em quiosque e ouvir depoimentos, os policiais concluíram que Karol começou a confusão com o auxiliar administrativo Alexandre da Silva, na manhã do último domingo (15/12), por ciúmes que Karol sentiu da namorada. “O que não podemos admitir é que você utilize a delegacia, máquina administrativa do estado, chegue aqui e minta, utilizando de uma causa tão nobre, a vitória dos homossexuais, e ela estava aqui banalizando isso e mentindo. Acho triste isso, é uma atitude criminosa e a gente não admite esse tipo de coisa”, explicou Adriana.

A defesa de Karol afirmou que não houve agressão mútua. “O que posso dizer é que não houve agressão mútua. As imagens das lesões que a Karol Eller sofreu pelo agressor falam por si. Não nos foi franqueado acesso ao inquérito policial depois dessa notícia que nos surpreendeu”, afirmou o advogado Rodrigo Assef.

Já os empregados do quiosque também confirmaram que a youtuber iniciou a briga e parecia estar alterada quando tomou a iniciativa de confrontar o acusado pelo espancamento. Após a troca de agressões contra Alexandre, Karol ainda teria dado diversos socos na própria namorada. Em seguida, a youtuber teria tropeçado e batido com o rosto no chão, onde permaneceu inconsciente. A polícia investigará, agora, se as lesões no rosto dela podem ou não ter sido causadas pela queda.

Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 25 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!