Kika Boom rebate ataques gordofóbicos durante apresentação em bloco paulistano

Gordofobia não passará!

Desde 2015 o bloco loco LGBTQ+ paulistano MinhoQueens vem arrastando multidões pelo centro da capital e não foi diferente neste último sábado, dia 22/02, quando milhares de foliões acompanharam o cortejo em prol da diversidade, que teve sua concentração na esquina mais famosa da cidade, o encontro entra a Av. Ipiranga e a Av. São João.

Criado por iniciativa do executivo e drag queen Fernando Magrin, a Mama Darling, gerente de negócios de uma companhia aérea, o bloco surgiu na intenção de propagar respeito, diversidade e liberdade. O genuíno direito de cada um ser como quiser ser.

Neste ano as atrações principais do bloco foram as drag queens cantoras Lia Clark e Kika Boom, que lançaram “Som Legal”, sua parceria, pouco antes do carnaval. O desfile também foi marcado por protestos ao atual Governo Federal, porém, em meio aos gritos contra o Presidente, infelizmente também puderam ser ouvidos ataques gordofóbicos diricionados à Kika Boom, que não se deixou intimidar e imediatamente usou sua voz pra rebater as ofensas.

“Vai ter drag queen gorda cantando e usando todos os espaços dessa sociedade sim”, gritou a cantora. Enquanto o bloco continuava seu trajeto, Kika se manifestou mais uma vez “ela (a pessoa) não mentiu, mas vai ter gorda cantando no carnaval sim”. O acontecido foi reportado através do coletivo Movimento Corpo Livre, que chegou ao marco de 100 mil seguidores pregando pelo amor próprio, ao mesmo tempo em que lutam pelo fim da associação de corpo gordo com doença.

Kika se manifestou em suas redes sociais dizendo que a melhor parte de ataques como estes é que quanto mais a cantora repete seu posicionamento em cima do palco, mais forte e segura de si ela se sente, “cada vez que grito isso nos shows e pessoas com corpos fora do padrão vibram, eu sinto que estou dando mais um passo a frente ao meu próprio empoderamento”.

É inaceitável que nos dias de hoje artistas e “pessoas comuns” ainda sejam alvo de qualquer tipo de preconceito. Sofremos pressão em todas as esferas de nossa vida simplesmente por sermos LGBTs, temos governantes que nos deslegitimam simplesmente por nossa forma de amar, e ainda temos que “lutar” contra nós mesmos, dentro da nossa comunidade, por não seguir padrões? Onde está agora aquela máxima de que ‘ninguém solta a mão de ninguém’?

Vale sempre lembrar que respeito é bom, todo mundo gosta e merece. Vamos respeitar o próximo pra que possamos ser respeitados, nenóm?! Que as palavras da Kika Boom possam dar força a muitas outras pessoas que enfrentam a luta diária contra o preconceito por não seguirem os padrões.

Arquiteto, DJ, VJ, Produtor de Eventos e redator colaborador de conteúdos sobre diversidade LGBTI+ do portal Pheeno.com.br! #MandaAssunto