Cantora de funk processa Uber após ser vítima de homofobia durante corrida

A cantora de funk e advogada, Amanda Versus usou as redes sociais para denunciar o aplicativo Uber por homofobia após uma corrida em Belo Horizonte, Minas Gerais, na última segunda-feira (02/03). Segundo ela, a corrida foi interrompida depois que o motorista do veículo viu a funkeira trocando carinho com a namorada.

A vítima relatou que estava saindo do trabalho e a namorada foi buscá-la. “A gente se encontrou dentro do carro e eu dei um selinho nela. Fomos conversando e no caminho ela me chamou de amor e disse que tava com dor no pescoço, comecei a fazer uma massagem nela e o motorista começou os ataques”, explicou. “Quando parei de fazer a massagem e soltei o cabelo dela, ele já veio dizendo ‘pode parar com isso daí. Pode ficar cada uma de um lado, que eu não gosto disso no meu carro’”.

Revoltada, Amanda pediu para que o condutor parasse o veículo e interrompesse a corrida. Ela alega que, sem constrangimento, o motorista discutiu com a dupla antes de parar para ela e a namorada descerem. “Ele ainda nos impediu de chamarmos uma a outra de ‘amor’. Falei pra ele encerrar a corrida e ele parou o carro na altura da Afonso Pena”, disse a cantora.

Amanda fez um vídeo da discussão e chegou a postar no Instagram como forma de protesto. Mas a postagem foi apagada por orientação de sua assessoria. O caso foi parar na polícia. Amanda fez um boletim de ocorrência e disse que dará continuidade do caso na justiça. Em nota, a Uber informou que “não tolera qualquer forma de discriminação em viagens realizadas em sua plataforma”. Ainda de acordo com a Uber, o motorista foi banido e a empresa diz estar à disposição das autoridades.

Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 25 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!