Polícia dos EUA usa o Grindr para prender supostos traficantes e exploradores sexuais

A polícia do condado de Dawson, no estado americano da Georgia, usou o Grindr para prender homens que cometiam crime de venda de drogas na região. Ao todo, nove homens foram presos por tentativa de tráfico de drogas e exploração de prostituição.

Segundo à revista LGBTQ+ Project Q, pelo menos um dos homens presos é abertamente gay e é acusado de oferecer drogas por sexo a um policial disfarçado da Grindr. No entanto, as capturas de tela da conversa não sustentam as alegações incluídas no mandado de prisão do homem.

O homem, que pediu anonimato por medo de retaliação ao escritório do xerife e aos promotores locais, forneceu capturas de tela da conversa do dia 3 de março entre ele e o policial disfarçado. Em trecho da conversa entre o sargento Dereck Johnson e o homem identificado como “Charlie 420”, o policial finge: “Eu quero ficar chapado e foder”, escreveu Johnson. “Nada de errado com isso”, respondeu o homem.

Greg Nevis, do conselho sênior do escritório regional legal de Lambda, disse que as acusações de prostituição são insustentáveis. “A única coisa que você deveria ter antes de rotular algo como prostituição é uma situação muito clara onde a oferta do item ou dinheiro é parte indispensável da situação. O suposto trabalhador do sexo tem que basicamente deixar claro que sem você pagar ou fornecer o item, não haverá sexo. E aqui não vemos isso”, explicou Nevis.

Não é a primeira vez que a polícia americana persegue pessoas LGBTQ+. Esse tipo de prisão remonta a outros casos de aplicação da lei contra homens gays, de acordo com Nevins, que incluem casos de homofobia de policiais contra cidadãos homossexuais sempre que polícia usa Grindr em ações como essa.

Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 25 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!