Professor evangélico estuprava adolescente gay para fazer ele “odiar homens”

Quando o americano Jeff White saiu do armário para os seus pais em 1996, aos 14 anos, ele rapidamente foi enviado para Escola Batista Bethel, no estado do Mississippi, para terapia e aconselhamento. O que aconteceu em seguida, no entanto, não foi nada terapêutico.

Jeff, agora aos 32 anos (como mostra na foto acima), contou ao site gay Washington Blade que dos 14 aos 17 anos foi repetidamente molestado por seu professor de ensino bíblico, que chamava o abuso de “ex-gay terapia” com o intuito de fazer o adolescente ter repulsa a homens.

“Ele me estuprava porque eu era gay e porque dessa forma me faria odiar homens e me faria mudar”, contou Jeff. As sessões de estupro aconteciam todas as quartas, quando Jeff ia para sua terapia semanal. Ele alega que era forçado a fazer tanto sexo oral quanto anal com o professor.

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O homem em questão hoje é pastor na Igreja Batista Bethel, que administra a escola cristã. Jeff, que atua como diretor de um centro pró-direitos da comunidade LGBT no Mississippi, está movendo um processo contra o ex-professor e já reportou o caso à polícia, que abriu uma investigação.

“Eu nem sei como expressar o quão orgulhosa estamos de representar alguém tão corajoso”, diz Samantha Ames, advogada do Centro Nacional de Direitos da Lésbicas dos EUA que está trabalhando no caso de Jeff. “Ele é uma das pessoas mais determinadas que eu já conheci e tem um entendimento único de como essas tentativas de mudança de orientação sexual e identidade de gênero estão lincadas com uma cultura de hostilidade à comunidade LGBT. Quando você combina esse ódio com uma posição de poder, seja de um líder religioso ou um terapeuta, as pessoas podem se machucar, as vezes de forma irreparável”, completou Samantha.

Josh Carlisle, porta-voz da Igreja Batista Bethel, revelou que a organização está ciente da investigação e pretende colaborar com as autoridades que trabalham no caso de Jeff.

Thiago Araujo é editor-chefe e criador do Pheeno! Referência no cenário pop LGBTQIA+ nacional, o carioca de 30 anos é jornalista e empresário do ramo do entretenimento, além de agitar as pistas como DJ mundo afora!