Após sessões de tortura durante meses, padastro mata enteado de 8 anos por “pensar que fosse gay”

Isauro Aguirre, de 32 anos, foi acusado de conspirar com sua namorada para torturar e matar o filho dela, de apenas oito anos de idade. De acordo com o procurador responsável pelo caso, os crimes aconteceram porque Aguirre acreditava que o menino fosse gay. Agora, o homem pode ser condenado à pena de morte.

O crime aconteceu em 2013, no entanto, o julgamento do caso começou apenas na última segunda-feira (16/10), na corte de Los Angeles, na Califórnia. Aguirre é acusado de atacar Gabriel Fernandez com spray de pimenta, obrigá-lo a ingerir as próprias fezes e depois vomitá-las, queimar a pele do garoto com bitucas de cigarro, agredi-lo com um taco e matá-lo com a “permissão” da mãe do menino.

Logo após o crime, o casal ligou para a polícia e reportou o caso como suicídio. Os dois alegaram que a criança “gostava de bater em si mesmo, era homossexual e queria acabar com a própria vida”. Entretanto, as evidências encontradas descartaram essa possibilidade e os dois foram presos.

Pearl Fernandez e Isauro Aguirre.

Agora, Aguirre está sendo representado pelo advogado John Allan, que, diante das acusações, argumentou que o cliente “estava com problemas para lidar com uma situação muito estressante e caótica” durante o período dos ataques. A defesa do réu declarou que o homem admite o assassinato, porém, nega qualquer episódio de tortura.

Pearl Fernandez, mãe do garoto, também enfrenta acusações no caso de homicídio, mas será julgada em outra sessão. Além disso, quatro assistentes sociais são investigados por causa da morte de Gabriel, assassinado em mais um caso de homofobia após sua mãe e padrasto cometerem o crime por desconfiarem que fosse gay.

Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 25 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!