Paola Carosella comove ao ajudar ex-detento trans: “Ela dá oportunidade onde não somos vistos”

Mais uma vez Paola Carosella deu uma lição de respeito à diversidade e inclusão. Em seu Instagram, ela compartilhou a história de John Maia, homem trans, ex-presidiário e ex-dependente químico que se formou na primeira turma do projeto Cozinha e Voz, no qual a chef é coordenadora.

O encontro aconteceu na Penitenciária Feminina Consuelo Nasser, em Aparecida de Goiânia. John é fã da chef e, segundo ele, foi um momento muito esperado por ele. “Hoje, estar no presídio com a turma nova e participar do projeto com os moradores de rua, faz eu me sentir lisonjeado por poder ver a mudança de cada um, porque eu saí de todos os lugares, eu saí da rua, eu saí do presídio. Eu inspiro todos eles porque eles veem que podem mudar de vida”, desabafou John em um texto que homenageou Paola.

Em uma entrevista ao portal UOL, o moço contou como foi o encontro com a jurada. “Ela me abraçava e falava: ‘Você é lindo. Você é cheio de luz, maravilhoso. Continua na sua caminhada’. E passava a mão no meu rosto. Foi algo surreal. Ela dá oportunidade em lugares onde não somos vistos”.

Confira

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Eu sou o John "Eu sou John Maia, tenho 35 anos, sou um homem trans, ex-morador de rua, um ex-presidiário, eu vivi na cracolândia de SP e fiquei 1 ano na penitenciária feminina de Santana com mais 3000 mulheres. Hoje faço humanização há 2 anos em Goiânia-GO e sou o primeiro homem trans a fazer mastectomia aqui no hospital HGG. Conheci o projeto Cozinha&Voz e tive o privilégio de participar na primeira edição de Goiânia. Eu falo que existe o John antes do projeto e o John de hoje. O Cozinha&Voz foi um divisor de águas na minha vida e agradeço muito a Deus por isso, porque eu aprendi a como me portar numa cozinha, tive curso de poesia com a @geovanapires_ e com a @elisalucinda e fui convidado a ser monitor de todos os cursos. Hoje, estar no presídio com a turma nova e participar do projeto com os moradores de rua, faz eu me sentir lisonjeado por poder ver a mudança de cada um, porque eu saí de todos os lugares, eu saí da rua, eu saí do presídio. Da mesma forma que o chão é o colchão deles, o chão também já foi o meu colchão. Eu inspiro todos eles porque eles veem que podem mudar de vida. O que a maioria quer é uma oportunidade e graças a Paola, @thaisdumet, @geovanapires_ , @tiago_ranieri e alguns empresários, eles não desistem, essas pessoas dão a oportunidade que muitos querem. A sociedade é muito preconceituosa com ex-presidiário, ex-morador de rua, pessoas trans, existe muita discriminação. O projeto quebra esses tabus, pois além de capacitar, o que pede é emprego para as pessoas, empregos onde as pessoas possam ser vistas, porque é muito fácil você colocar alguém em algum lugar que ele não é visto, tapar o sol com a peneira, e o projeto busca colocar num lugar onde todos podem ser vistos com dignidade. Eu sou eternamente grato, sinto só gratidão e eu penso: nossa, onde o John Maia chegou e onde eu tô trilhando o meu caminho! Onde um ex-presidiário, ex-morador de rua, ex-dependente químico chegou! Hoje tenho meu trabalho e sirvo de exemplo para algumas pessoas e sei que posso ir mais longe.” Obrigada por nos ensinar tanto @jo_maia_gomes! @mptgoias @mptrabalho @iloinfo @neiderigo @fecunha06 @casapoemaoficial @bennygb @laguapasp @mangiaregastronomia

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Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 25 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!