Fim de uma era?! Com bares como Tô Nem Aí e outros points fechados, clima de enterro impera na Rua Farme de Amoedo

A Rua Farme de Amoedo, em Ipanema, é internacionalmente reconhecida como ponto de encontro da comunidade LGBTQ+ no Rio de Janeiro, com direito até a página na Wikipédia para ressaltar isso. Mas há muito tempo essa não é mais a realidade do local.

Com bares como o icônico Tô Nem Aí e outros tantos imóveis fechados e para alugar, o popular endereço da Farme de Amoedo em nada se parece com o agito que era no passado. Era ali que turistas de toda a parte do Brasil e do mundo se encontraram para curtir uns bons drinks, paquerar e rever ou fazer amigos.

A turma que chegava no Rio, em especial nas temporadas do Réveillon e Carnaval, tinha como visita obrigatória ir à Farme para ferver!

A faixa de areia da praia em frente à rua, apesar de ainda ter bandeiras do arco-íris, também deixou de ser cool. Muitos LGBTQ+ migraram para outros locais, como o Posto 9, por exemplo.

A violência, é fato, tirou parte do brilho da Farme. Curtir o Carnaval por ali, para muitos, virou sinônimo de ter algum pertence roubado. Fatores econômicos e falta de politicas de incentivo ao turismo focado na diversidade sexual também diminuíram o volume de gente interessada em visitar o Rio. E, por fim, a pandemia chegou e impôs o distanciamento social.

Com tanto potencial de turismo entre os LGBTQ+, que nunca soltaram a mão do Rio, a cidade maravilhosa precisa da Farme dos bons tempos de volta, ou de um novo ponto de encontro certeiro para nossa comunidade, né?! Ficamos torcida para que isso aconteça logo!

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Thiago Araujo é editor-chefe e criador do Pheeno! Referência no cenário pop LGBTQIA+ nacional, o carioca de 30 anos é jornalista e empresário do ramo do entretenimento, além de agitar as pistas como DJ mundo afora!