Professor é vítima de homofobia ao defender funcionária de lanchonete de racismo

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que o professor de dança Jayme Marques, de 31 anos, é vítima de insultos homofóbicos, proferidos por outro cliente, em uma lanchonete da Subway, situada em Goiânia. Segundo o responsável pela gravação, a discussão começou após o professor sair em defesa de uma atendente da lanchonete que, segundo ele, era vítima de ofensas racistas.

Ao G1, Jayme afirmou que lanchava no local e que, quando o outro cliente chegou, começou a conversar de forma “ríspida” com a atendente, que é preta. “Ele falou alguma coisa assim: ‘Você precisa de fazer seu serviço direito, talvez nascendo de novo, mais parecida com um meio-fio [geralmente é pintado de branco] você consiga“, afirmou. Inconformado com o ato racista, o professor então  disse ao homem que ele não precisava ofender a funcionária e que se não quisesse comer bastava ir embora. Foi quando a discussão começou.

Começou com ela, por ser uma mulher negra. Depois, se tornou um problema por eu ser gay. Ele queria descontar a raiva em alguém. A primeira pessoa foi a funcionária e depois foi a gente, que estava lá no espaço“, pontua. Em dado momento do vídeo, ele diz ao professor: “Viado, gay, homossexual, viado, bicha“. Tanto o professor quanto a atendente pretendem fazer um registro de ocorrência sobre o caso na polícia. 

Em nota, a assessoria de imprensa do Subway informou que “é contra qualquer tipo de discriminação, abertamente em defesa dos direitos humanos e da diversidade, e repudia qualquer ato contrário a esses valores“. Alegou ainda que o respeito às minorias está “entre suas principais políticas“.

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Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 25 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!