Obama admite passado homofóbico e diz sentir vergonha: “Tentativas imaturas de fortalecer masculinidade”

Ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama admitiu em sua autobiografia, intitulada de “A promised land” (Uma Terra Prometida, em tradução livre), que teve uma adolescência homofóbica no passado e do quanto isso o envergonha.

“Como muitos adolescentes naquela época, meus amigos e eu às vezes trocávamos palavras como ‘bicha’ ou ‘gay’ uns com os outros como rebatidas casuais – tentativas imaturas de fortalecer nossa masculinidade e esconder nossas inseguranças“, conta ele. Obama revelou também que sua tia-avó mantinha uma relação homoafetiva e que precisava apresentar a esposa como “amiga íntima” para familiares.

Eu cresci nos anos 70, uma época em que a vida LGBTQ era muito menos visível para aqueles de fora da comunidade, de modo que a irmã da [minha avó] Toot (e uma de minhas parentes favoritas), tia Arlene, sentia-se obrigada a apresentar sua parceira de 20 anos como ‘minha amiga íntima Marge’ sempre que nos visitava no Havaí“, explica.

Ele lembra que a sua visão sobre LGBTs mudou quando ingressou na universidade. “Depois que entrei na faculdade e me tornei amigo de colegas estudantes e professores que eram abertamente gays, percebi a discriminação e o ódio explícitos a que estavam sujeitos, bem como a solidão e a insegurança que a cultura dominante lhes impunha. Senti vergonha do meu comportamento anterior – e aprendi a fazer melhor.

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Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 25 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!