Polícia descarta transfobia e diz que assassinato de transexual no Paraná foi motivado por vingança

Investigações da Polícia Civil deram conta de que Natasha Galvão, travesti assassinada em Londrina, foi morta por vingança, e não por transfobia. Segundo informações do delegado João Batista dos Reis, houve uma briga no dia anterior ao crime, terça-feira (29/06), entre Natasha e Alexandre Silva Daniel, acusado pela morte.

Não foi um crime de ódio por homofobia ou transfobia e também foi descartado o feminícidio. O homem que atirou na transexual fez isso por vingança, porque no dia anterior foi agredido pela Natasha e por outras quatro ou cinco travestis”, detalhou o delegado ao G1. Segundo a Polícia Civil, no dia 29 de junho, por volta das 22h40, um dia antes do crime, o autor dos disparos que atingiu Natasha estava passando pela Rua Cabo Verde e viu um grupo de travestis pressionando uma pessoa contra um muro. Ele parou o carro no meio da via e começou a observar as agressões.

Natasha vê que elas eram observadas, vai até o carro do autor e como a porta do veículo não estava trancada, ela abre a porta e entra. Os dois começam a discutir. Como Natasha se recusou a sair do carro, o motorista sai”, detalhou o delegado. De acordo com João Batista, o motorista foi cercado pelo grupo e agredido com socos e pedradas. “Ele consegue fugir do local, vai em direção à Avenida Leste-Oeste, é perseguido pelo grupo de travestis, é agredido novamente, se desvencilha, corre para o carro dele e, ao deixar o local, tenta atropelar o grupo de travestis”, completa ele.

No dia seguinte, o homem volta a Rua Cabo Verde com outro carro e atira contra Natasha. “A Natasha era a única travesti que o agrediu que estava lá, por isso ele a chamou. Por algum motivo, um dia após ela ter agredido ele, Natasha pintou a cor do cabelo. Até no dia 29 de junho ela era loira, mas no dia que foi baleada estava morena”, afirmou o delegado. Segundo o G1, como o autor do homicídio também morreu após a morte da transexual e não teve mais ninguém envolvido no caso, o delegado-chefe de Homicídios deve concluir o inquérito e logo em seguida encaminhar para o Ministério Público para arquivar as investigações.

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