Casal diz ter sido vítima de homofobia após ser baleado em praça de Manaus: “Apontou a arma e atirou quatro vezes”

Emanoel Medeiros Marinho e Jonas Negreiros Júnior, ambos de 25 anos, foram baleados na noite do último sábado (11/09), na Praça do Caranguejo, no Conjunto Eldorado, zona centro-sul de Manaus. O casal afirma ter sofrido ataques verbais, físicos e ter sido vítima de homofobia. O caso foi registrado no 1º Distrito Integrado de Polícia.

Ao G1, Emanoel conta que ele e o companheiro chegaram à Praça do Caranguejo e, enquanto ele descia para fazer compras em um bar, Jonas parou para estacionar a motocicleta em que eles estavam. Segundo ele, enquanto Jonas estacionava, um homem se aproximou e iniciou o ataque homofóbico com xingamentos contra ele. “O homem parou perto dele e começou a dizer um monte de ataques homofóbicos. Depois desses ataques, o Jonas foi lá pedir respeito e querer entender o que estava acontecendo. Foi aí então que o cara começou a ser agressivo, xingar, e uma senhora que estava com ele alertou que estava armado”, relembra.

Com medo, o casal saiu da praça em busca de uma viatura policial ou Distrito Integrado de Polícia (DIP) para denunciar o crime. “A gente pegou a moto e saiu para fazer a denúncia, só que ele pegou o carro dele e foi atrás da gente. Quando paramos uma esquina para fazer o retorno, ele apontou a arma e atirou quatro vezes. Um dos disparos pegou o meu ombro. No Jonas, a situação foi mais grave, o pulmão dele foi perfurado e a axila dele também foi atingida. Além das lesões, ele também teve hemorragia e ainda está internado”, conta. Emanuel lembra que os dois foram socorridos por pessoas que passavam pelo local e os levaram para o hospital.

O estado de saúde de Jonas é considerado estável e ele segue internado. “É um sentimento de impotência, porque a gente sofreu tudo isso sem nunca ter ameaçado alguém, ter colocado a vida de alguém em risco. O único motivo de ter acontecido isso é o fato de a gente ser quem é. É chocante sofrer esse tipo de situação somente por ser quem a gente é”, lamenta. O atirador segue foragido.

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