Homem que acusa R. Kelly de abuso sexual testemunha contra o rapper no tribunal

Aconteceu nesta segunda-feira (30/08) o oitavo dia de julgamento do músico R. Kelly por diversas acusações de estupro. O dia foi marcado pelo depoimento do primeiro homem a vir à público com uma alegação de abuso. Segundo a vítima, que preferiu manter o anonimato, ele tinha 17 anos quando conheceu o rapper em uma lanchonete.

O rapaz, que pediu para ser chamado de Louis durante o depoimento, disse que trabalhava no turno noturno de um restaurante da rede McDonald’s nos subúrbios de Chicago, próximo a casa do artista, quando atendeu Kelly. Ele disse que o músico passou a ele seu telefone e o convidou a ir até à mansão dele, para gravar em seu estúdio e receber algumas dicas sobre música. Depois de participar de uma festa na casa de Kelly com seus pais, o cantor lhe disse que “talvez fosse melhor se em outra hora eu fosse sozinho à festa”, disse Louis ao tribunal.

Ele me perguntou o que eu estava disposto a fazer pela música” e se eu tinha “fantasias“, antes de fazer sexo oral no rapper. Segundo Louis, após o abuso, Kelly pediu que ele mantivesse o ocorrido em segredo. “Agora somos família, somos irmãos”, teria dito o artista após o crime. A vítima também disse que o músico pediu que fosse chamado o tempo todo de “papai”, uma demanda já relatada por outras vítimas do cantor. “Foi desconfortável“, disse Louis, que relatou outro caso em que desmaiou por beber em uma festa e acordou sozinho com o réu, sem saber se eles haviam tido relação sexual.

Hoje aos 32 anos, Louis disse que tornou pública sua acusação como parte de um acordo com a Justiça dos Estados Unidos para evitar um período de até 15 anos atrás das grades por ter trabalhado para Kelly encontrando outras vítimas potenciais para o cantor. Enquanto isso, Kelly nega todas as acusações. O rapper também é investigado por extorsão, exploração sexual de menores, sequestro, suborno e trabalho força do entre 1994 e 2018. Se for considerado culpado de todas elas, o cantor pode pegar entre 10 anos de reclusão e a prisão perpétua.

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Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 25 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!