No Ceará, adolescente trans consegue na Justiça o direito de mudar nome e gênero em documentos

A adolescente trans Lara Mendes Magalhães Torres, de 16 anos, ganhou na Justiça o direito de mudar o próprio registro civil, alterando o nome e gênero, no Ceará. A decisão judicial aconteceu no dia 20 deste mês, após o processo ser acompanhado pelo Núcleo de Direitos Humanos e Ações Coletivas (NDHAC) da Defensoria Pública Geral do estado (DPCE). Com informações do G1.

Lara conta que compreendeu desde os 12 anos que a própria identidade não correspondia ao sexo biológico com o qual foi designada ao nascer. Em junho, após informa à família que não se sentia confortável com o gênero designado em seu nascimento, ela ingressou com uma ação de retificação do registro civil, sendo a primeiro do NDHAC. “Agora, com a mudança no meu registro, vou poder tirar novos documentos e não vou precisar ficar dando explicação de que o ‘menino’ no documento sou eu. Vou poder, finalmente, ser reconhecida como uma pessoa do gênero feminino. O coração está batendo muito forte”, disse a adolescente ao G1.

Agora, a família aguarda o processo transitar em julgado e a expedição de um alvará judicial para ir a um cartório e solicitar a correção na certidão de nascimento de Lara. “O sentimento agora é de que a gente vai conseguir evitar muito sofrimento futuro. Não que isso vá isentar a nossa família de passar por outras situações, porque a gente vem de uma luta constante. Desde que ela nos falou que era uma menina trans, é uma luta atrás da outra. Mas ter o nome alterado nos documentos vai evitar muita coisa”, destacou Mara Beatriz Mendes Magalhães, mãe de Lara.

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