Joshua Cavallo diz temer jogar Copa do Qatar após assumir homossexualidade: “Eles dão pena de morte para gays”

O lateral-esquerdo australiano Josh Cavallo, do Adelaide United, afirmou que está “com muito medo” de jogar a Copa do Mundo do Qatar após se tornar o primeiro jogador de futebol profissional assumidamente gay.

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Eu li algo na linha de que eles dão a pena de morte para gays no Qatar, então é algo que estou com muito medo e realmente não quero ir ao Qatar para isso. E isso me entristece“, disse o jogador de 21 anos em entrevista ao podcast “Guardian’s Today in Focus“. Josh ressaltou a importância de disputar o Mundial de futebol, mas destacou que não se sentiria seguro em ir ao país árabe para jogar o torneio. “A Copa do Mundo é no Qatar e uma das maiores conquistas como jogador de futebol profissional é jogar pelo seu país. Saber que este é um país que não apoia os gays e coloca nossas vidas em risco, me assusta e me faz reavaliar – minha vida é mais importante do que fazer algo realmente bom na minha carreira?“, questiona.

Em entrevista no dia 21 de dezembro de 2020, o Secretário-geral do Comitê para Execução e Legado do Mundial de 2022, no Qatar, Hassan Al Thawadi, de 41 anos, afirmou que todos os visitantes, a não ser os violentos, serão bem recebidos no país, mas espera que eles também entendam e aceitem os costumes locais. “Nós trabalhamos muito duro para educar as pessoas sobre a nossa cultura, que é conservadora progressiva. Há uma lista de regras que não são exclusivas do Qatar e são adotadas por uma porção do globo. Nós pedimos aos visitantes que apreciem e respeitem a nossa cultura. Ao mesmo tempo, que aproveitem a hospitalidade que oferecemos. Nem todos partilham dos mesmos valores, temos diferentes estilos de vida e há riqueza nisso. A paixão pelo futebol pode mostrar que podemos nos respeitar, é isso o que pedimos“, disse.

“Exibições públicas de afeto, seja entre homem e mulher ou de outros casais, não fazem parte da nossa cultura, e pedimos que as pessoas respeitem isso. Não mostrem isso em público. Não estamos dizendo que não sejam elas mesmas. Mas é importante que tenham mente aberta, que aproveitem o diferente e não foquem o negativo“, completou.

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Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 25 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!