Jovens negros trans e não binários têm maior risco de suic*dio do que colegas cisgêneros

Resultados alarmantes de um estudo publicado esta semana nos EUA pelo The Trevor Project, uma organização de prevenção ao suicídio de jovens LGBTQIA+ no país, mostram que mais da metade dos jovens negros transexuais e não binários dizem ter considerado seriamente o suicídio no último ano, e mais de 20% afirmam ter tentado acabar com a própria vida.

Divulgado na última terça-feira (13/02), o estudo, intitulado “Discriminação entre jovens negros LGBTQ+ e risco de suicídio”, analisou respostas de mais de 28 mil adolescentes e jovens adultos da comunidade arco-íris que residem nos EUA. Mais de dois terços, ou 70%, dos jovens negros cisgêneros lésbicas, gays, bissexuais ou queer relatou ter experimentado pelo menos uma forma de discriminação relacionada à raça, orientação sexual ou identidade ou expressão de gênero no último ano.

Além disso, 83% dos jovens negros transgêneros, não binários ou em questionamento relataram o mesmo. Mais de 72% dos jovens trans negros pesquisados pelo Trevor Project afirmou ter experimentado dois ou mais tipos de discriminação no último ano, assim como 58% dos negros cisgêneros LGBTQIA+. Aqueles que disseram ter experimentado discriminação relacionada à sua identidade ou expressão de gênero no último ano apresentaram o dobro de probabilidade de relatar uma tentativa de suicídio no último ano, de acordo com o relatório.

No mesmo relatório, mais de 50% dos jovens LGBTQIA+ disse que seria útil para as pessoas do seu convívio saberem mais sobre o racismo, e 45% disseram que gostariam que seus entes queridos aprendessem mais sobre essa intersecção.

Ser um jovem LGBTQ+ vem com seu próprio conjunto de desafios sistêmicos, mas não devemos isolar os esforços para enfrentar esses desafios entre os jovens que possuem múltiplas identidades marginalizadas“, diz Derrick Matthews, diretor de pesquisa científica do Trevor Project e autor principal do resumo. “É imperativo incluir a discriminação racial vivenciada por jovens LGBTQ+ negros nesse trabalho também.”

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Felipe Sousa

Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 25 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!

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