Turista revela casos de agressões e espancamento na Praia da Galheta

Uma matéria do Portal Floripa LGBT fez uma denúncia grave sobre turistas estarem sofrendo agr3ssões e até espanc4mentos na famosa Praia da Galheta, em Florianópolis – SC. Segundo a matéria, um turista afirma ter sido vítima de agressão física ocorrida no último domingo (4) e o motivo, segundo ele, seria por homofobia por parte de outros frequentadores. Ao que parece, este não é um crime isolado, visto que o site teve acesso a três relatos parecidos, reacendendo o debate sobre a prática de nudismo na praia muito frequentada por homens gays.

A prática de nudismo na praia não está mais expressa oficialmente desde 2016, quando foi revogada a lei de 1997 que permitia o nudismo. A prática do naturismo ou nudismo deixou de ser autorizada sem nenhuma campanha de conscientização ou mesmo esclarecimento foi prestado pelo poder público, deixando moradores e turistas que frequentam a praia da Galheta desinformados. Fora do ranking de pontos turísticos, a Galheta agora é um local de perseguição, agressão e violência contra quem pratica o nudismo, inclusive pessoas LGBT+ contando até com placas de sinalização citando que ali não é mais um espaço de naturismo/nudismo.

Placas de sinalização começaram a ser instaladas na região da Praia da Galheta

O Floripa.LGBT teve acesso relatos recentes de perseguição, agressão e tentativa de lesão corporal contra pessoas LGBT. Os dados foram repassados pelas ONG Associação Amigos da Galheta (AGAL), que tem mais de 30 anos em defesa do naturismo na Galheta, e Acontece Arte e Política LGBTI. Um dos casos mais recentes aconteceu no último domingo (4), o turista do Paraná conta em detalhes sobre as ameaças, tentativas de lesão corporal e LGBTfobia:

“Tudo foi bem rápido. Eu tava na trilha quando começo a ouvir gritos e pedidos de socorro. Segundos depois, a pessoas começaram a correr desesperadas em direção à saída. Entre elas, consegui perceber um rapaz que parecia estar o com o dedo mínimo seriamente machucado, de relance parecia até uma fratura exposta, mas eu simplesmente não o vi mais. Em seguida, vieram os dois com camisetas no rosto e pau nas mãos, no momento em que os vi não falavam nada, só tentavam acertar a gente. Acertou um rapaz logo do meu lado, mas eu mesmo consegui desviar e não fui acertado”.

“Já quando esse grupo maior de pessoa foi expulso da área da trilha, os dois ficaram como de ‘porteiros’ e gritando que o ‘motel dos v1adinhos’ tinha acabado. Eu fiz de que ia em direção a eles, daí eles entraram na trilha falando ‘entra aqui, v1adinho’, mas, logicamente, não entrei até porque eu estava desarmado e sozinho”, diz o jovem que denunciou o ocorrido. Outros relatos tem sido frequentes, trazendo um alerta para gays que frequentam a praia. O site alerta que em todos os casos, é necessário que a vítima vá até a delegacia de polícia para registrar o boletim de ocorrência.

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