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Meta atinge o nível mais baixo de todos os tempos em segurança LGBTQ+, aponta relatório da GLAAD

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Um novo relatório divulgado pela GLAAD (Gay & Lesbian Alliance Against Defamation) acendeu um alerta importante sobre o ambiente digital enfrentado pela comunidade LGBTQ+. De acordo com o Índice de Segurança nas Redes Sociais da entidade, a Meta — responsável por plataformas como Facebook, Instagram e Threads — atingiu sua pior pontuação histórica no quesito segurança para usuários queer. O levantamento aponta que mudanças recentes nas políticas da empresa têm contribuído diretamente para tornar esses espaços mais hostis, especialmente para pessoas trans e não binárias.

Segundo o estudo, o cenário se agravou ao longo do último ano, período em que a Meta promoveu uma série de revisões internas que enfraqueceram diretrizes de diversidade, equidade e inclusão (DEI). Entre as alterações mais preocupantes estão a flexibilização das regras de conduta odiosa, a permissão de termos anti-LGBTQ+ em determinados contextos e a remoção de proteções específicas para essa população. A empresa também encerrou programas voltados à checagem de fatos nos Estados Unidos e iniciativas de DEI, medidas que, na avaliação da GLAAD, ampliam riscos de desinformação e discurso de ódio.

Outro ponto crítico destacado no relatório envolve a moderação de conteúdo. A Meta tem sido frequentemente acusada de remover perfis e postagens LGBTQ+ após denúncias em massa — muitas vezes infundadas — sem oferecer mecanismos eficazes de recurso. A situação ganhou ainda mais controvérsia após a nomeação de Robby Starbuck, conhecido por suas posições contrárias às políticas de diversidade, como consultor de inteligência artificial da empresa, o que levantou questionamentos sobre o direcionamento estratégico da companhia.

O levantamento também analisou outras plataformas digitais. O YouTube registrou queda significativa, alcançando apenas 30 de 100 pontos, enquanto o Google+ apareceu na última posição. Já o TikTok foi o único a manter estabilidade, com 56 pontos pelo segundo ano consecutivo. Para Sarah Kate Ellis, presidente da GLAAD, os dados evidenciam falhas estruturais graves: segundo ela, as grandes empresas de tecnologia seguem negligenciando a segurança, a privacidade e a liberdade de expressão de pessoas LGBTQ+, mesmo tendo ferramentas para combater esses problemas, optando, em muitos casos, por priorizar o lucro em detrimento da proteção de usuários.