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Dupla é presa suspeita de atrair homens gays por apps para cometer roubos, estupros e extorsões em Salvador

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Dois homens de 23 anos foram presos em Salvador, na Bahia, suspeitos de integrar uma organização criminosa investigada por praticar roubos, extorsões, estupros e associação criminosa contra homens gays. Segundo a Polícia Civil, o grupo utilizava aplicativos de relacionamento e redes sociais para atrair as vítimas, marcando encontros que terminavam em violência. A ação faz parte da Operação Pilot, deflagrada após cerca de 40 dias de investigação conduzida pela 7ª Delegacia Territorial (DT) do Rio Vermelho.

Além das prisões, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em imóveis localizados no bairro da Federação. Conforme apurado pela TV Bahia, os presos são João Gabriel Ornelas Ramos e Rafael Gonçalves Mendes, ambos de 23 anos. Até o momento, cinco vítimas formalizaram denúncias, mas os investigadores acreditam que o número real de pessoas atacadas possa ultrapassar 15, já que há indícios de que o grupo atuava de forma recorrente havia aproximadamente cinco meses.

As investigações apontam que os criminosos iniciavam contato pelas plataformas digitais e marcavam encontros, geralmente às sextas-feiras e nos fins de semana. Sob o pretexto de seguirem para um local mais reservado, convenciam as vítimas a acompanhá-los até outro imóvel, onde elas permaneciam privadas de liberdade por, no mínimo, duas horas. Armados com facas e armas de fogo, os suspeitos obrigavam os homens a desbloquear seus celulares para realizar transferências bancárias, além de roubarem cartões, dinheiro, aparelhos eletrônicos e outros pertences. A polícia também investiga denúncias de estupro praticadas durante as ações criminosas.

De acordo com a Polícia Civil, o grupo agia de forma organizada, com divisão de tarefas e uma escolha criteriosa das vítimas, utilizando o ambiente digital para facilitar a aproximação e dificultar a identificação dos envolvidos. O caso segue sob investigação, e a expectativa é identificar outros integrantes da organização, bem como localizar possíveis vítimas que ainda não registraram ocorrência. A polícia orienta que pessoas que tenham passado por situações semelhantes procurem uma delegacia para contribuir com as investigações.