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Justiça do RJ aceita denúncia contra pregadora que falou “parem de postar coisa de preto, de gay”

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O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, por meio da 2ª Vara Criminal de Nova Friburgo, aceitou a denúncia do Ministério Público contra a pregadora Karla Cordeiro dos Santos Tedim, que falou para os fiéis pararem “de querer ficar postando coisa de gente preta, de gay” durante a transmissão ao vivo de um culto na Igreja Sara Nossa Terra, em Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio.

Segundo informações do G1, a decisão judicial foi proferida pelo juiz titular Marcelo Alberto Chaves Villas, na última quinta-feira (26/08). Para o juiz, o discurdo de Karla perpassa, sim, a noção inicial de que a intenção da agente seria, de fato, de induzir ou de incitar a discriminação ou preconceito de raça e cor, bem como o preconceito ou a discriminação de grupos identificados pelo ponto comum da vulnerabilidade com o movimento LGBT“. Em nota, o advogado de Karla Cordeiro, Paulo Donin, informou que a defesa irá se pronunciar nos autos assim que receber a intimação. Ainda segundo o advogado, “a denúncia se baseia no relatório da autoridade policial no qual não concordamos, haja vista termos a certeza da inocência da senhora Karla, não sendo a mesma racista nem homofóbica“, finalizou.

A denúncia do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) foi feita no dia 20 de agosto, ressaltando que a pregadora praticou, induziu e incitou o preconceito e a discriminação contra as pessoas pretas e membros da comunidade LGBTQIA+. “A denunciada Karla, a pretexto de enaltecer sua ‘bandeira’, induziu e incitou menosprezo pelas pessoas de cor preta e por aquelas integrantes da comunidade LGBTQIA+, praticando discriminação e preconceito contra aquelas e suas causas ao enfatizar a ‘vergonha’ que tais ‘bandeiras’ importariam se fizessem parte das manifestações sociais dos seus ouvintes”, declarou o Ministério Público em denúncia.

Karla também publicou uma nota nas redes sociais informando que não tinha a intenção de discriminar ninguém. “A minha intenção era de afirmar a necessidade de focarmos em Jesus Cristo e reproduzirmos seus ensinamentos, amando os necessitados e os carentes. Principalmente as pessoas que estão sofrendo tanto na pandemia. Fui descuidada na forma que falei e estou aqui pedindo desculpas”, disse. Se condenada, a pregadora pode pegar de um a três anos de prisão.

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