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Grupo Arco-Íris leva Abel Braga ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva por homofobia

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O técnico Abel Braga será julgado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) no próximo dia 12 de fevereiro, em razão de uma declaração de cunho homofóbico feita no ano passado, durante sua apresentação como treinador do Sport Club Internacional.

Abel foi denunciado com base no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de atos discriminatórios, desdenhosos ou ultrajantes relacionados a preconceito, incluindo orientação sexual. Caso seja condenado, o treinador pode sofrer punição que varia de cinco a dez jogos de suspensão, sanção prevista para situações consideradas graves dentro do regulamento desportivo.

A representação contra o técnico foi apresentada pelo Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT, organização carioca sem fins lucrativos que atua na defesa dos direitos da população LGBTQIAPN+. No mesmo documento encaminhado ao STJD, o grupo também citou declarações machistas do técnico Ramón Díaz e, posteriormente, fez uma emenda incluindo a intimidação sofrida por uma repórter por parte do lateral Bernabéi, em episódio ocorrido no estádio Beira-Rio.

A fala que motivou a denúncia aconteceu quando Abel comentou a camisa rosa utilizada pelo elenco do Internacional nos treinos, afirmando ter pedido que os jogadores deixassem de usá-la por associá-la de forma pejorativa à homossexualidade. A repercussão negativa foi imediata e, dias depois, o treinador tentou se justificar ao relacionar a situação à morte de seu filho, João Pedro, em 2017, argumentando que alguém que passou por tamanha dor não poderia ser homofóbico. Ainda assim, o episódio segue sendo tratado como exemplo de como discursos preconceituosos continuam presentes no futebol e da importância de enfrentá-los institucionalmente.