Homem acusa motorista do Uber de assédio após corrida: “Me sinto violado”

Um homem alega ter sido assediado por um motorista do Uber na última quarta-feira (09/05) depois de solicitar uma viagem enquanto voltava do trabalho. Segundo Jordan Pavlovski, de 33 anos, morador de Perth, na Austrália, o motorista teria lhe enviado uma mensagem de texto através do aplicativo pedindo por sexo oral.

De acordo com o rapaz, tudo começou com uns olhares estranhos do por parte do motorista. “Percebi que ele ficava olhando para mim pelo espelho retrovisor, mas eu não imaginava o que se passava pela cabeça dele”, disse Pavlovski para o site Queerty. “Depois de me deixar, eu estava prestes a sair do carro quando ele perguntou qual era o meu nome”. Segundo ele, o rapaz apenas queria confirmar que Pavlovski era seu único passageiro do dia.

“Então, quando comecei a caminhar até a porta da minha casa, notei que ele continuou estacionado e estava olhando para mim. Eu achei isso muito estranho”, continua. Uma vez que entrou, Pavlovski notou que tinha uma mensagem de texto. Era do motorista, que ainda estava estacionado em frente a sua casa.

“Se você gosta de fazer boquetes…”, dizia a mensagem, junto com o número do celular do homem. Pavlovski ficou chocado. “Eu não podia acreditar no que estava vendo”, diz ele. “Isso só me fez sentir violado, é nojento. A coisa toda foi realmente assustadora. A pior parte é que ele sabe onde eu moro, o que me deixa muito desconfortável”.

NOTA DO UBER

Ele entrou em contato com a Uber, que diz que estar investigando o incidente. “Sob nenhuma circunstância um motorista deve se comportar ou tratá-lo de forma que você se sinta inseguro ou desconfortável”, diz a nota. “A Uber está comprometida com a segurança conectando passageiros e motoristas, e levamos a sério denuncias desse tipo”.

“Eu sou abertamente gay, mas isso nunca deve ser um convite”, diz Pavlovski. Ele continua: “Há um pouco de estigma em torno do assédio sexual e do abuso em relação aos homens. Às vezes sinto que não é levado tão a sério. Eu estou bem e posso lidar com isso, mas eu sei que para muita gente, esse tipo de coisa teria um grande impacto”.

Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 22 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!