Pesquisa: 32% dos médicos brasileiros não sabem se homossexualidade é doença

Um estudo realizado por três pesquisadores da Universidade de Brasília (UNB) constatou o desconhecimento de médicos heterossexuais quanto à homossexualidade. De acordo com o estudo, cerca de um terço dos profissionais não sabe se orientação sexual é doença.

Ao todo, 224 profissionais do Distrito Federal responderam um roteiro criado por estudiosos norte-americanos. O resultado mostrou falta de treinamento de saúde, além de práticas institucionalizadas consideradas preconceituosas. Um total de 34,4% dos entrevistados não souberam responder se a homossexualidade era doença, 4,9% responderam que sim. O item 10, que afirmava que uma pessoa se torna homossexual por conta própria, foi considerado verdadeiro por 32,1% dos médicos, e 13,8% não souberam responder.

Os participantes acertaram, em média, apenas 11,8 dos itens (65,5% das 18 respostas dadas). Alguns deles tiveram somente dois acertos. O número de erros foi maior entre católicos e evangélicos, que indicaram 11,43 alternativas corretas, em média. A pontuação dos médicos que informaram ter outras religiões ou nenhuma foi de 12,42 acertos. Os participantes tinham, em média, 42 anos de idade, e eram majoritariamente mulheres (149 profissionais – 66,5%).

Segundo os autores do estudo, intitulado “O que médicos sabem sobre a homossexualidade”, a desinformação por parte dos médicos aumenta o risco de adoecimento mental, suicídio, câncer e de contração de doenças sexualmente transmissíveis entre o grupo LGBTI. O artigo também aponta que alguns pacientes homossexuais só procuram o médico em situações de emergência, por receio de enfrentarem discursos homofóbicos, humilhações, ridicularizações e quebra de confidencialidade.

Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 22 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!