Vídeo colaborativo reflete sobre o ‘insucesso’ de pessoas queers e trans

Uma fala absolutamente necessária sobre não heteronormatividade!

O curta-metragem ‘A Arte Queer do Fracasso’ está disponível de forma on-line e traz uma reflexão dos ‘insucessos’ encarados pela população queer e trans no Brasil.

Baseado no livro homônimo de Jack Halberstam, crítico americano e professor titular do Departamento de Inglês e Literatura Comparada e do Instituto de Pesquisa sobre Mulheres, Gênero e Sexualidade da Universidade de Columbia, o vídeo foi pensado como uma forma de trazer as questões da obra para o cenário brasileiro.

No livro, que acabou de ser lançado no Brasil através do selo Suplemento Pernambuco (Cepe Editora), o autor, outrora também conhecido como Judith Halberstam, argumenta que o fracasso pode ser produtivo, uma maneira de criticar o capitalismo e a heteronormatividade. Nele, Jack usa exemplos da cultura popular contemporânea, onde explora alternativas ao individualismo e à conformidade. “Um livro inovador que reorienta o fracasso e sua relação com o processo de produção de conhecimento e de estar no mundo”, comenta. Para adquirir o livro, basta clicar aqui.

Jordhan Lessa

O vídeo, que foi lançado nesta última quarta-feira (25/03) no Intagram da Suplemento Pernambuco, tem a duração total de 5 minutos e apresenta reflexões do dia-a-dia dos três personagens principais da produção: a mestra em Artes da Cena e performer Maria Lucas, também conhecida como Ma.Ma. Horn; o guarda municipal e palestrante Jordhan Lessa; e o dançarino de voguing Wally Felix.

Maria Lucas (Ma.Ma. Horn)

Conforme os personagens do filme, e da vida real, vão falando sobre si, estabelece-se um diálogo sobre as questões apresentadas pelo autor do livro, ressignificando concepções de sucesso e fracasso pela perspectiva de pessoas LGBTQIA+, em contraponto com os ideais de uma sociedade obcecada pela ideia heteronormativa de sucesso.

Wally Felix

Maria, Jordhan e Wally expõem suas vivências e relações com família, sociedade, estudo e trabalho. Três pessoas que enfrentam uma luta diária pra fazer com que seus corpos e corpas possam encontrar seu espaço através de suas escolhas em contraponto com os ideais da nossa cisheteronormatividade. “Eu não prefiro ser o corpo errado. Eu prefiro ser o próprio erro”, comenta Maria Lucas.

O vídeo ‘A Arte Queer do Fracasso’ é resultado de uma parceria da Cepe Editora com a revista Suplemento Pernambuco, e uma produção coletiva de Bem Medeiros, Beto Pêgo (Betina Polaroid), Fabio Seixo, Marco Aurelio Martins (Efêmera) e os três entrevistados. De acordo com os produtores, uma versão estendida do documentário está em produção e poderá ser assistida em breve, no canal do YouTube Drag-se TV.

Arquiteto, DJ, VJ, Produtor de Eventos e redator colaborador de conteúdos sobre diversidade LGBTI+ do portal Pheeno.com.br! #MandaAssunto