Conheça Favela Lacroix, drag queen brasileira que está arrasando em Portugal

Com uma mistura contagiante de voz, dança e energia, a drag queen cantora brasileira Favela Lacroix vem, cada vez mais, conquistando o público LGBT+ de Portugal.

A artista, atualmente com 22 anos, nasceu em Teófilo Otoni, Minas Gerais, e mora em Lisboa desde seus seis anos de idade. Há um ano começou sua carreira como drag queen cantora e vem traçando uma incrível trajetória no cenário LGBT+ português.

Favela aposta numa mistura envolvente entre o pop, o funk carioca e a soul music. Ela entrega tudo que a gente mais adora em uma diva: voz, close e coreô, além, é claro, de muita simpatia. Sem dúvidas, Lacroix é uma verdadeira explosão de talento, já tendo se apresentado em diversas festas, boates e festivais.

O clipe de sua primeira música, ‘#Sextou’, em parceria com os DJs e produtores musicais No Maka e ILBF, já ultrapassou a marca de 1.200.000 visualizações no YouTube. Além desta, a cantora tem outras duas faixas lançadas: Quem Manda Aqui’, parceria com a cantora portuguesa Putzgrilla; e ‘LOUCKA’.

Sua música já transbordou da capital portuguesa para as principais cidades do país. A artista já fez shows em diferentes cidades de Portugal como Coimbra, Porto, Braga, entre outras. Inclusive, ela tinha shows agendados na Espanha e na Suíça, mas a pandemia atrasou um pouco sua turnê internacional.

Tivemos a oportunidade de bater um papo com a rainha e saber um pouco mais dobre a carreira e a vida de Favela Lacroix. Confira como foi nossa conversa:

Quem está por trás da personagem ‘Favela Lacroix’?
Júnior Oliveira, um garoto gay nascido no dia 7 de Setembro de 1997, que vê na sua drag a maneira mais arrojada para sua expressão artística e musical.

Como o Júnior Oliveira se transformou na Favela Lacroix?
Eu sempre fui uma gay que sabia todas as coreografias das divas do pop, então ia sempre para as boates dar close e qualquer oportunidade que tinha, subia no palco e arrasava muito. Um dia comecei a me montar por diversão e cá estou. Já faço drag há três anos.

Qual a origem do seu nome artístico?
O ‘Favelada’ vem de favelada mesmo, minhas origens, meu Brasil , meu jeito favelado de ser e o ‘Lacroix’ me foi dado por um amigo muito especial pra mim, se pronuncia “lacroá”.

Como a Favela sai das pistas para cantar nos palcos?
Como eu já tinha participado, de boy, do X-Factor Portugal, quanto tinha 15 anos e com 17 participei do The Voice Portugal, um dia me fizeram uma proposta para fazer um show cantando montada, na época eu estava desempregada e aceitei, então a minha aventura como drag cantora começou.

Qual a maior realização na sua carreira?
Sou drag queen cantora há um ano e graças a Deus, vivo só disso e consigo viver bem com o que faço, essa é a maior realização de todas, sem dúvidas.

Como é ser uma drag brasileira cantando funk em Portugal?
Apesar de Portugal ser um país muito pequeno comparado ao Brasil, eu faço total parte da cena LGBT+ daqui. Já me apresentei em quase todas as baladas por aqui e a galera tem consumido muito minha música.

Depois que se mudou pra Lisboa, você já teve oportunidade de voltar ao Brasil?
Já fui de férias. mas há muitos anos. Já estou com saudade e morta de vontade pra voltar para fazer shows no meu país, onde são todas as minhas referências.

Quais novidades podemos esperar?
Estou acabando um EP com 3 músicas e vou lançar um single com o CIRE, um rapper português. Além disso, vai rolar um dos feats que a galera mais me pede, uma parceria com a BLAYA (dona da versão original do hit ‘Faz Gostoso’).

Arquiteto, DJ, VJ, Produtor de Eventos e redator colaborador de conteúdos sobre diversidade LGBTI+ do portal Pheeno.com.br! #MandaAssunto