Ter voz de “gay” ou “lésbica” diminui chances de emprego, diz pesquisa

Um estudo revelou que homens com “voz gay” e mulheres com “voz de lésbica” estão sendo discriminados para cargos de liderança. Pesquisadores da University of Surrey perguntaram a 40 homens que se identificam como héteros para determinar aptidão e salário médio de candidatos a um emprego para uma posição fictícia de Diretor.

As únicas informações que eles teriam seria uma fotografia e uma gravação vocal, relata o portal de notícias britânico “Daily Mail”. Eles não foram informados da orientação sexual da pessoa que eles estavam ouvindo. De acordo com a pesquisa, quando os homens identificavam corretamente o orador como gays ou lésbicas, eles relatavam que os consideravam inadequados para o papel de liderança.

Soar como “heterossexual” ou “firme” levou os ouvintes a pensarem que o candidato era mais adequado para o trabalho e também merecia um salário mais alto. Para as candidatas lésbicas, os ouvintes consideravam que elas “não tinham feminilidade” e recebiam avaliações inferiores a mulheres heterossexuais.

“É revelador que, apesar de todo o trabalho para diminuir a discriminação contra a comunidade LGBT, as pessoas subconscientemente caracterizam um indivíduo antes de conhecê-los”, afirma Fabio Fasoli, líder da pesquisa. Os pesquisadores também descobriram que, quando questionados sobre quais das pessoas eles gostariam de conhecer socialmente, os participantes do sexo masculino eram mais propensos a evitar quem soasse como gay.

Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 25 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!