“A travesti só tem o direito de se prostituir na nossa sociedade”, afirma vocalista da banda ‘As Travesti’

Vocalista da banda As Travesti, do hit “Murro na Costela do Viado”, que embalou o Carnaval 2020, Tertuliana contou em entrevista ao Yahoo que, mesmo sendo uma das vozes mais relevantes do pagode baiano, nem por isso consegue viver só de música ou deixou de ser tratada como um objeto sexual.

“A travesti não tem o direito de fazer arte, a travesti só tem o direito de se prostituir na nossa sociedade. Então, a gente tem que ocupar o lugar da arte também, não só da arte como da academia, da medicina, do jornalismo, da história, do cinema, de tudo a gente tem que ocupar”, diz a piauense, que atualmente mora em Salvador, na Bahia.

“Tudo o que foge do trabalho informal é negado a nós. E até alguns trabalhos informais são negados. Você dificilmente vê travesti como eu vendendo brigadeiro. Esses dias me emocionei vendo travesti que é catadora de latinha aqui em Salvador. Ao invés de se prostituir essa travesti tá catando latinha na rua. São sinais de que nem todas nós queremos isso para as nossas vidas E esses sinais soam como gritos de socorro”, afirmou a artista ao portal.

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Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 25 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!