Ana Paula Valadão será alvo de representação ao Ministério Público por LGBTfobia

Ana Paula Valadão será alvo de uma representação ao Ministério Público pela Aliança Nacional LGBTI+ após afirmar durante gravação de seu programa de TV Diante do Trono, da Rede Super, canal religioso da família Valadão, que ser gay não é normal e que sexo entre dois homens causa a Aids e resulta em morte.

O discurso de Ana Paula beira ao absurdo, extrapolando a liberdade religiosa e de expressão, tornando-se um discurso odioso, fanático e amplamente desproposital, com consequências potencialmente desastrosas, principalmente para quem a segue“, criticou a entidade, em nota oficial. “Nos encontraremos nas barras da lei – a lei dos homens e das mulheres. Não se deve acreditar em um Deus como este pregado pela apresentadora, que espalha preconceitos, estigmas e ódio! Se a sua exegese e hermenêutica são essas, as nossas são os artigos 3º e 5º de Constituição Federal cidadã de 1988“, afirmam.

Para o advogado e coordenador da Aliança Nacional LGBTI+, Marcel Jeronymo, não resta dúvidas de que Ana Paula cometeu um crime. “A pastora, ao associar o HIV à comunidade LGBTI, comete o mesmo equívoco daqueles que quiseram ligar a pandemia do coronavírus à China. É crime. Vamos representá-la por LGBTfobia, nos termos da decisão do STF”, disse Marcel ao portal Carta Capital.

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