Casal gay vítima de homofobia em pet shop fala sobre agressão: “Situação humilhante, degradante e revoltante”

O casal gay que foi vítima de um ataque homofóbico dentro de uma clínica veterinária em Birigui, no interior de São Paulo, afirmou em entrevista ao portal G1, que se sentiu humilhado e revoltado com as ofensas de uma mulher presente na loja na última sexta-feira (25/09).

Segundo Guilherme Franceschini Simoso, uma das vítimas, ele estava na clínica veterinária com o namorado, Eric Cordeiro Cavaca, quando a agressora entrou no estabelecimento sem usar máscaras de proteção contra a Covid-19 e escutando músicas religiosas. “Ela disse para os funcionários que não acreditava no coronavírus. Nós estávamos mexendo no celular e não demos bola. Mas ela passou a falar mal das universidades federais e foi se aproximando de nós”, diz Guilherme, de 23 anos, ao G1.

Em seguida, a mulher começou a falar que as faculdades federais eram responsáveis por doutrinar os estudantes a se tornarem homossexuais. “Ela disse que tinha virado moda ser gay e continuou com as agressões. Meu namorado a questionou sobre fato de ela ter algo contra os homossexuais e a alertou que era crime”, conta Guilherme, que decidiu pegar o celular e gravar a situação após perceber que a mulher estava se exaltando.

“Também pedi para ela guardar as opiniões para ela. Tentei fazer isso da forma mais educada que consegui. Ela chegou a pegar no meu braço. Não dá para ver pelo vídeo, mas eu pensei que ela fosse me agredir”, relembra Guilherme. “Foi uma situação humilhante, degradante e revoltante. Ninguém tem que passar por isso. Ninguém está pedindo para que ela ame a comunidade LGBTQ+, mas o direito dela termina quando começa o meu”, complementa.

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