Padre homofóbico é flagrado assistindo pornografia gay e agora enfrenta acusações de assédio; entenda

Um conhecido padre de Nova York está sustentando sua inocência em meio a uma investigação de assédio sexual a uma segurança no último dia 4 de novembro.

O National Catholic Reporter relata que Ashley Gonzalez, uma segurança de 22 anos da Igreja de São Miguel Arcanjo, flagou o padre George Rutler, de 75 anos, assistindo a pornografia gay. Gonzalez, então, sacou seu telefone celular e começou a filmar tudo. A segurança afirma que Rutler a notou na sala e passou a fazer insinuações sexuais. “Ele olhou para mim com um sorriso, desviou o olhar e colocou a mão dentro da calça e começou a se masturbar”, disse Gonzalez ao Bronx News 12 . “Ele agressivamente se jogou em cima de mim e me agarrou, de forma agressiva, e fiquei lutando contra ele”. Segundo a segurança, ela conseguiu escapar e alertou sua mãe, que imediatamente acionou a polícia.

Rutler voluntariamente se afastou de seus deveres pastorais, enquanto os promotores investigam o caso. Em comunicado, ele negou as acusações. “Eu nego veementemente essa alegação, que considero incoerente e dolorosa para minha reputação e inconsistente com a maneira como me conduzi em cinquenta anos de serviço ministerial sem qualquer acusação de mau comportamento”, disse. Gonzalez conta que contratou um investigador particular para acompanhar o caso. Ela agora exige que Rutler seja preso.

As acusações de Rutler vendo pornografia gay são de particular importância, dado seu histórico de oposição aos direitos LGBTQ+. Segundo o site Queerty, Rutler criticou o Papa Francisco por seus apelos em abraçar a comunidade LGBTQ+, culpou os “abortistas e sodomitas” pelos problemas sociais e chamou a igualdade de gênero de “uma visão da cultura homossexual”. Além disso, o padre fez parceria com o supremacista branco e ex-conselheiro do Trump, Steve Banon, para dedicar um santuário aos cristãos perseguidos em 2017.

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