Acusado de atentado ao Porta dos Fundos diz ser alvo de “vingança dos gays”: “Querem matá-lo no Brasil”

O economista Eduardo Fauzi, acusado de atear fogo à sede da produtora Porta dos Fundos, na véspera do Natal de 2019, virou réu na Justiça Federal do Rio pelos crimes de terrorismo e incêndio. Ele foi detido em setembro do ano passado em Moscou, na Rússia, por estar com o nome na Difusão Vermelha da Interpol, mas ainda não foi extraditado.

Segundo informações do O Globo, Fauzi poderá ser extraditado a partir de 23 de fevereiro, após as autoridades russas analisarem o caso, ou poderá ser protegido como “refugiado político” por não querer voltar ao Rio, alegando que é alvo no Brasil da “vingança dos gays“. “Ele insiste que os gays querem matá-lo no Brasil. E eles vão tentar fazer isso nas mãos de juízes e carcereiros”, afirmou o advogado de Fauzi, Vitaly Chernykh, ao portal de notícias russo “Vot Tak TV“.

À Rússia, ele nega participação na noite em que coqueteis molotov foram jogados ao prédio do Porta dos Fundos. “O ataque ao estúdio de cinema foi organizado por adolescentes desconhecidos. Como resultado, ninguém ficou ferido e não houve danos por suas ações. No Brasil, Fauzi foi um ativista, exigiu diminuir a influência da comunidade gay e condenou o notório filme. Considerando que os gays o odiavam, desencadearam a perseguição e inventaram o caso“, relatou Vitaly, que admite haver dificuldade em obter o asilo político.

As investigações da Polícia Civil do Rio descobriram que Fauzi fugiu para a Rússia em 29 de dezembro de 2019, cinco dias depois do ataque com coquetéis molotov. Ele está preso desde 4 de setembro do ano passado, na cidade de Ecaterimburgo, na Rússia, aguardando a extradição para o Brasil.

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