Reino Unido irá devolver medalhas de militares LGBTs expulsos por conta de sua sexualidade

O Ministério da Defesa do Reino Unido anunciou nesta terça-feira (16/02) que devolverá as condecorações a militares expulsos por causa de sua sexualidade, fato que ocorreu no país até o ano 2000. Segundo informações oficiais, 200 a 250 militares eram expulsos da corporação por “comportamento homossexual“.

O ministério está empenhado em abordar esse erro histórico e está introduzindo uma política que permite que os indivíduos se inscrevam para ter suas medalhas restauradas“, informou a pasta. Agora, os veteranos poderão pedir que seus casos sejam reavaliados para que eles possam receber uma nova medalha. O mesmo poderá ser feito pelos familiares do soldado afetado, caso ele tenha falecido.

Para a organização de defesa dos direitos LGBTs Stonewall, a decisão “ajudará muito a corrigir os erros do passado“. A ONG atribui o resultado à campanha desenvolvida por Joe Ousalice, de 70 anos, que entrou na Justiça para recuperar a medalha perdida em 1993, quando pessoas LGBTQ+ foram proibidas de servir nas Forças Armadas.

Bissexual, ele serviu na Guerra das Malvinas, na Irlanda do Norte e em conflitos no Oriente Médio, o que lhe valeu em 1991 uma condecoração por Longo Serviço e Boa Conduta em 1991. No entanto, em 1992, foi preso e condenado por “indecência grave“. Já em 2019, iniciou seu caso contra o Ministério da Defesa. “Um cara veio com uma tesoura e disse ‘desculpe, amigo, eu preciso da sua medalha’ e apenas cortou a medalha de mim“, disse Ousalice em entrevista à BBC.

Felizmente em 2020, ele venceu a ação na Justiça e recuperou sua medalha, recebeu ainda um pedido de desculpas do governo, que prometeu revisar a situação de todos os casos semelhantes.

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