Presidiária trans forçada a dividir cela com assassino condenado à prisão perpétua é estuprada no primeiro dia

Uma presidiária trans está entrando com uma ação legal contra o Departamento de Correção de Michigan, nos EUA, depois que ela foi jogada em uma cela com um estuprador que a abusou sexualmente menos de um dia depois. Segundo informações do site The Detroit News, funcionários penitenciários são acusados ​​de ignorar os pedidos de ajuda da presidiária trans, acusando-a de mentir e zombar de suas alegações.

A prisioneira, identificada no processo apenas como Jane Doe, diz que foi forçada a dividir um quarto na Instituição Correcional G Robert Cotton em Jackson com “um conhecido estuprador e assassino condenado à prisão perpétua por matar uma mulher durante a relação sexual”. Segundo o relatório, a vítima possuía uma ordem médica que deveria proibi-la de ser alojada com um presidiário cisgênero. No entanto, as autoridades supostamente o ignoraram – e as próprias diretrizes da política para proteger os prisioneiros trans – quando ela foi alojada em janeiro de 2020. A equipe penitenciária “agiu com indiferença deliberada ao desconsiderar consciente e imprudentemente o risco excessivo para a saúde e segurança do demandante”, disse o processo.

A vítima acrescenta que, quando protestou por ser colocada em uma cela com o estuprador, que ela disse ser hostil com ela, os agentes penitenciários ameaçaram aplicar uma multa de má conduta e colocá-la em segregação disciplinar. Um funcionário ainda teria rido de toda a situação. Ela ressaltou a vários funcionários que o prisioneiro estava “insinuando que iria machucá-la” e “que seria melhor para ela ir para o buraco”, referindo-se ao confinamento solitário. Horas depois, ela foi estuprada pelo homem “com penetração forçada”, afirma o processo. “Naquela noite, o querelante acordou com seu colega de cela a agredindo sexualmente.

Para o advogado da vítima, Nakisha Chaney, a saga sinaliza a profundidade da indiferença para com os internos trans e a agressão sexual que eles enfrentam em um sistema penal que os vê tratados como “presas”. O site PinkNews contatou o Departamento de Correção de Michigan para comentar o assunto, mas não obteve resposta sobre o caso da presidiária trans, bem como não tece acesso a mais detalhes do processo. Ela permanece presa.

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