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No Maranhão, família denuncia omissão da polícia em morte de jovem gay ridicularizado por crise psicótica

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A Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP-MA) do Maranhão vai investigar a morte do jovem gay Luís Carlos Sousa de Almeida, de 19 anos. O caso aconteceu na última sexta (04/06), em Porto Franco, a 720 km de São Luís. Ele sofria de problemas psicológicos e morreu após entrar em rio do município, depois de andar nu por 2 km. 

Ao G1, Cirlei Almeida Martins, tia da vítima, explica que após um surto psicótico, ele tirou a roupa e saiu de casa. Luís Carlos chegou a ser escoltado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), mas os agentes não prestaram socorro. Segundo Cirlei, mesmo não aparentando estar em boas condições psicológicas, o jovem não foi impedido de entrar em um rio da cidade. Logo em seguida, Luís não foi mais visto. O corpo da vítima foi encontrado na tarde de sábado (05/06).

Para a família, Luís Carlos foi vítima de omissão de socorro e ainda foi alvo de insultos homofóbicos por parte de moradores. “Estou aqui para falar da minha revolta em relação à omissão de socorro. Um jovem que sai pela cidade pelado é aparente que ele não está bem. E aquelas pessoas que deveriam nos dar apoio e segurança foram omissas. Ele teve uma morte escoltada e assistida“, desabafou Cirlei ao G1. “Vimos as imagens de segurança de uma empresa e pudemos ver muitas motos atrás, gritando, sorrindo e acelerando para ver até onde ele entrava na água e ninguém, ninguém o socorreu“.

Em nota, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) nega que tenha omitido socorro a Luís Carlos. Segundo a PRF, uma equipe que estava de plantão tentou prestar auxílio ao jovem, que rejeitou a ajuda dos agentes. “Em determinado momento o rapaz entrou em uma área particular e não foi mais visto pelos policiais, pois a escuridão o encobriu“, diz um trecho do texto. Cirlei Almeida diz que a família se sente “humilhada” devido à falta de amparo do poder público e pede por justiça.

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