Empresa desiste de contratar homem trans alegando que “cota de pessoas diferentes” já estava preenchida

Contratado para começar a trabalhar nesta segunda-feira (12/07), em Petrolina (PE), Eduardo Príncipe de Lira Rocha, um homem trans, foi surpreendido no domingo (11/07) por uma mensagem do empregador de que tinha mudado de ideia, pois, as “cotas de pessoas diferentes” já estavam preenchidas.

Nas redes sociais, Eduardo compartilhou prints da conversa com o empregador, que afirmou ter destinado a vaga a alguém do sexo masculino. “Vamos dar uma última forma nas conversas que tivemos. De minha parte, não segui o roteiro correto das entrevistas e não o identifiquei na primeira hora. 99% do meu quadro é composto por mulheres. Meu objetivo com essa vaga é contratar um monitor, consequentemente do sexo masculino. Minha cota de pessoas diferentes já está atendida e completa com o que demonstro não ter preconceito”, afirma. Rocha enviou uma cópia de certidão de nascimento para o empregador, constando que o estado o reconhece como do sexo masculino. Porém, não houve acordo e Rocha perdeu a vaga que tinha conseguido.

Eu não tenho de onde tirar o aluguel do mês que vem. Não tenho, até o momento, uma previsão de como vou pagar as contas dos próximos meses. Eu sei que tá todo mundo fodido, lascado. Mas essa situação me faz perguntar: até quando?“, escreveu Rocha, em suas redes sociais. “Quero voltar aqui já com a denúncia formalizada, porque isso não pode ficar aqui (…) eu quero de verdade fazer justiça em nome de todas essas pessoas e tentar minimamente evitar que outras pessoas passem por isso”, completou o rapaz.

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Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 25 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!