Janaína Dutra, primeira advogada trans do Brasil, é homenageada pelo Google no seu 61º aniversário

A ativista social cearense Janaína Dutra, que lutou em defesa da causa LGBTQIA+, foi homenageada nesta terça-feira (30/11) pelo Google. Usuários que acessam a página inicial do buscador veem uma imagem de Janaína e uma referência ao 61º aniversário dela. A ativista entrou para a história ao se tornar a primeira travesti membro da Ordem dos advogados do Brasil (OAB) a exercer a advocacia no país. Nascida no dia 30 de novembro de 1960, a ativista faleceu vítima de um câncer de pulmão, no ano de 2004.

Ao longo da década de 1980, Janaína passou a dedicar seu tempo às causas LGBTQIA+ e dos seropositivos. Foi participante ativa na construção do Grupo de Apoio Asa Branca (Grab), cuja criação é o marco fundador do movimento da livre orientação sexual e identidade de gênero no Ceará, foi co-fundadora (1989), assessora jurídica e vice-presidente (nos mandatos 1995, 1997, 1999 e 2001) da entidade. No Grupo de Apoio Asa Branca, participou de diversos projetos, entre eles destaque para o ‘Somos’ que trabalhava a prevenção de ISTs/Aids.

Também fundou, ao lado da ativista travesti Thina Rodrigues, a Associação das Travestis do Ceará (Atrac). Ela também foi presidenta da Articulação Nacional das Travestis (Antra) e membro do Conselho Nacional Contra a Discriminação, e nesse ajudou na criação da Lei Municipal 8.211/98, lei que coíbe e pune a LGBTFobia em estabelecimentos comerciais, industriais, empresas prestadoras de serviços e similares, que discriminarem pessoas em virtude de sua orientação sexual em Fortaleza. Ao lado do Governo Federal, Janaína Dutra ajudou na construção do programa de “Brasil sem Homofobia” e exerceu trabalho pioneiro junto ao Ministério da Saúde na elaboração da primeira campanha de prevenção da AIDS destinada especificamente às travestis

Para a diretora da Rede Trans Brasil e ex-coordenadora do Centro de Referência LGBT Janaína Dutra de Fortaleza, Dediane Souza, “Janaína Dutra é uma grande referência do movimento pelos direitos humanos no Brasil” e deixou um grande legado para toda a população. “A gente precisa dar a dimensão que ela tem não só como uma ativista travesti, que ocupou algumas funções super importantes desse ativismo localmente aqui no Ceará, como também nacionalmente”, diz Deidiane.

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