Lewis Hamilton admite desconforto de correr na Arábia Saudita e critica lei anti-LGBTQIA+: “Não posso fingir”

O heptacampeão mundial Lewis Hamilton adotou um tom critico durante coletiva da etapa do GP da Arábia Saudita, nesta quinta-feira (02/12), que ocorre no próximo fim de semana. O piloto inglês admitiu certo desconforto por correr em um país que condena movimentos como o feminismo ou o LGBTQIA+.

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Não posso fingir que tenho mais conhecimento do que alguém que cresceu nessa comunidade e é fortemente afetada por certas regras e o regime. Eu me sinto confortável aqui? Eu não diria que me sinto, mas não é escolha minha estar aqui. O esporte escolheu isso. E se é certo ou errado, acredito que enquanto estivermos aqui, é importante promover conscientização”, disse o piloto. “Algumas das mulheres aqui ainda estão na prisão por muitos e muitos anos porque dirigiram um carro. Há muitas mudanças que precisam acontecer e nosso esporte precisa fazer mais”, completou Hamilton.

A Arábia Saudita é um dos países a criminalizar a homossexualidade, além de adotar medidas restritivas às mulheres, que são proibidas de interagir com homens, de casar-se, divorciar-se, abrir empreendimentos, viajar, deixar a cadeia ou abrigos sem a autorização de um tutor masculino. Em 2018, o país começou um processo de flexibilização, permitindo que a população feminina dirija ou frequente estádios, por exemplo. Apesar das mudanças, no fim de 2019, a agência estatal de segurança do país classificou o feminismo, a homossexualidade e o ateísmo como atos “inaceitáveis” de extremismo. 

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Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 25 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!