Campanha do SBT contra LGBTfobia foi ordenada pela Justiça por fala de Patrícia Abravanel; emissora nega

Há alguns dias, o SBT passou a exibir em sua programação uma campanha contra a LGBTfobia. No vídeo, funcionários da emissora trazem informações sobre o assunto para conscientizar os telespectadores. Apesar de ser uma ótima iniciativa, a campanha é resultado de uma determinação judicial contra Patrícia Abravanel.

O processo foi movido por Marina Gonzarolli, fundadora do movimento #MeTooBrasil após falas preconceituosas da apresentadora no programa “Vem Pra Cá”. Na ocasião, Patrícia se referiu a comunidade como “LGDBTYH”, e ainda afirmou: “Assim como querem o respeito, acredito que eles têm que ser mais compreensivos com aqueles que hoje ainda não entendem direito, ou estão se abrindo para isso. Nós, que fomos educados com pais mais conservadores, estamos aprendendo, se abrindo. Mas acho que também é um direito [ser intolerante]. As pessoas deviam respeitar [a intolerância]. Por que não concordar em discordar? A gente pode ter opiniões diferentes, mas tudo bem“.

Através de seu perfil no LinkedIn, Marina comemorou o resultado da determinação judicial: “Que orgulho fazer parte desta iniciativa! Parabéns a nossa Presidenta Dra. Luanda Pires pela atuação da Associação Brasileira de Mulheres Lésbicas, Bissexuais, Transexuais, Travestis e Intersexos (ABMLBTI) nesta ação!”, escreveu. “[O SBT] ficou obrigado a reproduzir em sua programação, durante todo o mês de janeiro de 2022, campanha publicitária educativa contra a LGBTIfobia (com a Participação da Patrícia Abravanel, Eliana, Celso Portiolli, Chris Flores, dentre outros); reportagem jornalística no dia da visibilidade trans (29/01); além da realização de workshop sobre cultura inclusiva para todo o casting e Live interna”, concluiu a ativista.

Apesar da publicação de Marina, o SBT afirmou ao UOL que não “existe condenação contra o SBT e nem à sua artista” e que pediria “retificação das publicações“. “É bom que fique claro que o SBT lançou essa campanha na TV e em todas as plataformas digitais com o intuito de conscientizar e transformar as pessoas. A emissora sempre teve o seu Comitê de Diversidade e Inclusão para tratar dessa e de outras temáticas ao longo dos anos“, informa a emissora.

Relembre as falas de Patrícia

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Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 25 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!