Três travestis foram assassinadas em apenas um fim de semana em Pernambuco

No último fim de semana, pelo menos três travestis foram assassinadas a tiros no estado de Pernambuco. Os crimes, segundo informou o portal Brasil de Fato, aconteceram na cidade de Palmares, na zona da mata sul do estado; e em São Bento do Una, na região agreste.

Já são quatro transexuais assassinadas no estado em um intervalo de 40 dias – e só se passaram seis semanas do ano. Na última sexta-feira (11/02) a transexual Júlia, de 23 anos, estava na rua, no bairro de Santa Rosa, Palmares. Segundo relatos de pessoas que viram a cena, um homem que pilotava uma motocicleta se aproximou de Júlia, sacou uma arma de fogo, atirou nela e fugiu. Até o momento a polícia não encontrou o assassino e desconhece a motivação do feminicídio. A Polícia Civil tem até 30 dias para concluir o inquérito.

No sábado (12/02), no povoado de Queimada Grande, em São Bento do Una, o ataque foi contra três pessoas num sítio, sendo um homem e duas mulheres trans. O local e a circunstância do crime não foram detalhados pela política. Mas as duas travestis, uma de 18 anos e outra de 31, morreram na hora. O homem foi baleado, mas sobreviveu. Novamente a polícia ainda não conhece a motivação ou os autores do crime.

Na noite do dia 2 de janeiro a vítima foi Blenda Schneider, de 34 anos, moradora do Cabo de Santo Agostinho. Ela retornava da casa de uma amiga, no bairro da Bela Vista. Foi assassinada a tiros na rua. Semanas antes, em outubro de 2021, também em Palmares, a travesti Robertinha, de 43 anos, foi dada como desaparecida no dia 30 de setembro. Foi encontrada morta, no dia 4 de outubro, às margens de um rio na zona rural do município. Autor, motivação e mesmo a causa da morte não foi informada pela polícia.

Ao Brasil de Fato, a Polícia Civil informou que, tanto dos casos mais recentes como dos anteriores, “as investigações foram iniciadas e seguem [na delegacia local] até a elucidação do crime. (…) Outras informações poderão ser fornecidas após a completa elucidação”.

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Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 25 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!